segunda-feira, 2 de março de 2009

O PADRE MÁRIO DA LIXA FOI POLÉMICO, CONVICTO E ENTUSIASTA






A CIVILIZAÇÃO OCIDENTAL EUROPEIA É MARCADA PELO JUDEU JESUS DE NAZARÉ?

No passado dia 26 de Fevereiro de 2009 foi este o tema das Conversas na Cabana. A adesão foi extraordinária e a Cabana dos Parodiantes estava repleta.

Do currículo do convidado :

O nosso convidado, o presbítero Mário Pais de Oliveira, nasceu na freguesia de Lourosa (Santa Maria da Feira) em 8 Março 1937. É o último de três filhos, tendo a sua mãe sido jornaleira nos campos e o pai operário numa fábrica de serração de madeiras, anos mais tarde, emigrante em Moçambique.
Em Outubro de 1950: deu entrada no Seminário da Diocese do Porto. Tendo sido em 5/8/62 ordenado padre, na Sé Catedral do Porto.
Em Outubro 1962: começou a ser coadjutor na Paróquia de Santo António das Antas (Porto), mas, antes do primeiro ano terminar, já o respectivo pároco, incomodado com a sua maneira popular e evangelicamente desestabilizadora de exercer o ministério, estava a pedir ao Administrador Apostólico da Diocese a sua remoção.
Em Outubro 1963: iniciou-se como professor de Religião e Moral primeiro no Liceu Alexandre Herculano (Porto) e dois anos depois no Liceu D. Manuel II, Assumiu, ainda, por essa altura funções de assistente diocesano da JEC (Juventude Escolar Católica).
Em Agosto 1967: foi abruptamente interrompido nesta sua missão pastoral pelo Administrador Apostólico da Diocese, por suspeita de estar a dar cobertura a actividades consideradas subversivas dos estudantes (concretamente, por favorecer o movimento associativo, coisa proibida pelo regime político de então).
Foi nomeado capelão militar, sem qualquer consulta prévia, foi obrigado a frequentar, de imediato, durante cinco semanas, um curso intensivo de formação militar, na Academia. Em Novembro 1967 desembarcou na Guiné-Bissau, como alferes capelão mas logo em Março do ano seguinte já regressava à sua Diocese depois de ter sido expulso de capelão militar, por ter ousado pregar, nas Missas, o direito dos povos colonizados à autonomia e independência.
As nomeações e exonerações prosseguiram. Em Outubro de 1969 começou a paroquiar a freguesia de Macieira da Lixa (Felgueiras).
Em Julho 1970: foi preso pela PIDE/DGS, tendo saído de Caxias em Março do ano seguinte, depois de ter sido julgado e absolvido pelo Tribunal Plenário do Porto. Em Março 1973 voltou a ser preso pela PIDE/DGS, tendo saído em liberdade quase 1 ano depois, no termo do 2º julgamento no mesmo Tribunal. Esta nova detenção custou-lhe a paróquia de Macieira da Lixa.
No dia 25 de Abril 1974, em casa dos seus pais, concede a sua primeira entrevista ao Jornal de Notícias.
Em Janeiro 1975 passou a ser jornalista profissional na delegação do Porto, do saudoso vespertino "República".
Em Outubro 1975: ficou sem qualquer ofício pastoral na Igreja do Porto, em consequência de ter sido aceite pelo Bispo da diocese o pedido de demissão dos três párocos (Sé, S. Nicolau e Miragaia) que coordenavam a Equipa Pastoral da Zona Ribeirinha do Porto que o Padre Mário integrava desde Maio do ano anterior.
Actualmente, é director do Jornal FRATERNIZAR, desde a sua fundação, em Janeiro de 1988. Reside actualmente em Macieira da Lixa e subsiste da sua parca reforma de jornalista.

Da mensagem:

O presbítero Mário na sua exposição inicial e na resposta às muitas perguntas que surgiram durante o debate, procurou fazer a destrinça entre um Jesus, histórico, o de Nazaré, e um Jesus, manipulado por escribas e mensageiros, que ao longo dos séculos exacerbaram uma dimensão divina, não raras vezes em detrimento da sua humanidade.
Jesus de Nazaré – e não o de Belém – não faz milagres, afirmou o Padre Mário. Nasceu como todos os homens e mulheres, de uma mãe Maria, hebraica, e de um pai, provavelmente um soldado romano, a força ocupante do território, que a terá (presumivelmente) violado.
Jesus não saiu enquanto jovem de Nazaré, e o presbítero Mário insurge-se com o episódio bíblico que narra a fuga de Jesus e da sua família para o Egipto, avisados por um anjo, permitindo, no entanto, por omissão, que todas as demais crianças da sua idade fossem assassinadas pelo imperador romano. “É uma criação literária”, conclui.
Foi aparentemente a origem humilde de Jesus que o fez aproximar-se dos mais desfavorecidos e com eles compartilhar angústia, dor, sofrimento.
O Deus de Jesus é o SALVADOR. Não é originário de Deus o que causa vítimas humanas. Deus não carece de tantos sacrifícios de animais. “Isso é idolatria” e é dessa prática religiosa que Jesus de Nazaré discorda e contra ela prega.
Na sua caminhada ele afronta o poder instituído (político, económico e religioso), a chama que o alimenta e alumia é a sua espiritualidade e a convicção de que o Homem é capaz de tomar nas suas mãos o seu destino, “bastando” para tal que Acredite nas suas potencialidades e de que pode influir, pela partilha com o outro, a sua vivência colectiva.
Jesus apela ao que de melhor há no interior de cada homem e a que cada um valorize as suas capacidades e as ponha ao serviço do BEM comum.
As Igrejas são estruturas hierarquizadas, de controlo e regulação que não propiciam espaços de reflexão, nem facilitam o desenvolvimento do ser humano enquanto entidade autónoma, dotada de capacidades que importaria potenciar ao invés de os reduzir à necessidade de IDOLATRAR um Deus propalado pelos funcionários das Igrejas, que não O de Jesus de Nazaré.
Polémico, convicto e entusiasta o Padre Mário envolveu-nos durante mais de 3 horas.
Obrigado Padre Mário, foi um privilégio!




Hélder Manuel Esménio ( moderador da tertúlia )

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

JESUS, JUDEU, O DE NAZARÉ, NAS CONVERSAS DA CABANA



Aguarda-se com espectativa mais uma tertulia na Cabana dos Parodiantes. A conversa foca-se na figura de Jesus Judeu, o de Nazaré, homem, nascido homem, e morrido homem.


Jesus Cristo como nunca se ouviu, vai ser a mensagem do padre Mário, da Macieira de Lixa, como é conhecido pelo povo, que o ama.


Haverá alguma marca, na actualidade, na civilização ocidental, desse excepcional ser humano, que morreu crucificado pelo Todo Poderoso Império Romano ? Respostas, se as houver, vão acontecer hoje, pelas 21:30 horas, na Cabana dos Parodiantes.

sábado, 21 de fevereiro de 2009

PADRE MÁRIO DA MACIEIRA DA LIXA NA CABANA



Nova tertúlia na Cabana dos parodiantes já nesta 5ª feira, 26 de Fevereiro. Vamos receber o Padre Mário de Oliveira, mais conhecido pelo Padre Mário, da Macieira da Lixa.O tema da conversa centrar-se-á á volta da figura de Jesus, Judeu, o de Nazaré. O orador convidado, que vem de comboio desde Felgueiras até Santarém, traz na sua bagagem um autêntico manifesto em defesa do " Jesus real, histórico, o carpinteiro, o filho de Maria, o Messias-Filho-do-Homem-Crucificado ", em detrimento do " Messias ou o Cristo Jesus como o Vencedor, na linha do rei David ".Com 33 livros editados, padre Mário é um profundo conhecedor dos evangelhos apócrifos e ambiciona que a civilização ocidental tenha acesso á verdade sobre os fundamentos dogmáticos da sua religião. a Católica, Apostólica e Romana. Nessa noite iremos servir um jantar cuja ementa é influenciada pela gastronomia judaica. É uma refeição especial para uma noite especial. Uma noite que precede o Carnaval e antecede a Páscoa. Uma noite repleta de simbolismo:


PRATO ESPECIAL DA NOITE ( além dos pratos que constam da ementa )
- Tajem de frango, acompanhado com arroz marroquino e Varenikes


- Pão de passas e sementes, Vinho de boa cêpa, Café e sobremesa


(10.00 euros por pessoa) Marque a sua mesa quanto antes tlf: 263504177

UM MOTOQUEIRO QUE SE TORNOU AMIGO DA CABANA

Num belo dia de primavera antecipada, em Fevereiro, um amigo motoqueiro de Alcantara, em Lisboa, estacionou a sua moto em frente á Cabana dos Parodiantes e almoçou.
Fácilmente se tornou nosso amigo, como se pode notar no post que ele fez questão de colocar no seu blog A garagem das Carriças:

PEQUENO PASSEIO DE INVERNO
« Na Estrada de Santiago, ou Via Láctea, cá no meio, há uma Terra que tem uma terra chamada Portugal, à beira mar onde acaba o continente Europa, na sua parte Ibérica, e onde a diversidade dos ambientes, das paisagens, dos hábitos e das gentes, justificam percorrer trajectos que, ainda que curtos, têm essa riqueza da variedade e mudança de ambiente, em poucos quilómetros.
O Inverno tem sido duro. Chuvadas atrás de chuvadas ao longo do mês de Janeiro levaram a que depois do Desfile Motard em Lisboa no dia 5, referido em post anterior, não houve mais lugar para passeios nem a necessidade me obrigou a circular com a Carriça VII.
Como é fácil perceber a ansiedade já era muita, já só dizia para mim mesmo
- estrada, estrada, estrada, o que me apetece é estrada e nem sei bem aonde ir.
Mal o céu abriu e houve Sol radioso optei por voltar onde já andava para voltar há muito tempo. Nada de grandes distâncias e extravagâncias nos gastos mas com a expectativa de compensar a deslocação. O objectivo: a Cabana dos Parodiantes em Salvaterra de Magos, para comer boas enguias.
Fiz o trajecto costumeiro à saída para Norte, pela A1, por mais que deteste AEs é o que mais depressa me livra do ambiente urbano de grande cidade rodeada de subúrbios e ao passar a ponte sobre o Tejo de Vila Franca de Xira cantei a Cantiga da Carriça para celebrar a passagem à estrada, estrada propriamente dita, onde não há mais as barreiras dos prédios altos e dos muitos muros que tapam as vistas dos horizontes largos.
Ao longo das estradas do Ribatejo, por esta altura do Inverno, as terras mostram-se ora áridas, em pousio, ora verdes resplandecentes, conforme as culturas. Vêem-se por vezes pequenas manadas de cavalos, pareceram-me Lusitanos, e também gado bovino a pastar por ali, à vista da estrada que é bordada de árvores e na berma mostra o verde culminado de amarelo das florzinhas das azedas que me lembraram a sensação que sentia quando era miúdo e as mastigava – vinham as lágrimas aos olhos e depois picava na ponta do nariz, e aquele amargo era bom.
Passou Samora Correia e não tardou estava já em Salvaterra de Magos. À esquerda pela via principal e lá está a esplanada e o restaurante Cabana dos Parodiantes, dos Parodiantes de Lisboa.
Cometi um erro, havia consultado dias antes a página na net da Cabana
onde informam da folga na tarde de 4ª f., mas não sei porquê, confundi com folga à 3ªf.,e como fui na 4ª f., ainda assim, tive a sorte de me servirem o almoço, mas o projecto que levava de ficar para fotografar o ambiente depois dos comensais saírem, fica para a próxima.
Depois fiquei desiludido do projecto das enguias, fritas ou de ensopado, uma delícia, era mas, agora as exigências em moldes europeus de inspecções e mais inspecções, juntamente com a falta de gente para a apanha, fazem com que a oferta fique confinada ao fim de semana. Pelo que percebi da conversa com que simpaticamente me atendeu o dono ou gerente (suponho), que reconheci de visitas anteriores, este é mais um dos locais onde as nossas tradições e hábitos são trucidados pelos moldes europeus onde está generalizada a comida industrial e os hábitos de higiene pessoal são inferiores aos nossos. Este restaurante antigo e com história já passou pela obrigação de tirar os bidés das casas de banho – o que é muito estranho pois é muito útil na higiene íntima (tanto feminina como masculina) mas não se usa no estrangeiro…
E sabem que mais, companheiros motards e contemplativos desta Garagem das Carriças? A ida a Salvaterra, mesmo sem irós, compensou largamente, também pela comida. Segui a sugestão do “chefe” e comi um Bife à Patilhas e Ventoinha (com tudo, isto é, além da farta fatia de carne frita num molho delicioso, salada, batatas fritas, fatias de queijo e de fiambre, e o indispensável ovo a cavalo, uma delícia). E um “barrete” (uma variante exclusiva de queijada) com o cafézinho.
Insatisfeito de estrada e não gostando por norma de percorrer os mesmos trajectos, apontei para um pouco mais longe: Coruche. Pelo caminho ainda tinha em vista uma paragem na Barragem de Magos.

Neste magnífico espaço a cerca de 10 kms. de Salvaterra de Magos, indo para Coruche, já havia imaginado que poderiam acontecer encontros espontâneos ou mesmo concentrações com reduzidos recursos, tais como alguma coisa que se coma e se beba, mais uma música que podia acontecer ao vivo ou mesmo vinda de uns “tijolos” ou de umas Hi-Fi instaladas em Gold Wing. Mas não. Já lá estive num Verão em que havia restaurante e aluguer de gaivotas e de cavalos, mas das últimas vezes que lá estive só encontrei instalações e equipamentos abandonados e quase ninguém por ali – o máximo sossego. E por ali fiquei fazendo parte da digestão, fumando uns cigarritos enquanto ouvia o canto dos pássaros e o grasnar dos patos, estendia a vista por cima de águas até ao outro lado do lago formado, e respirava um ar que não há aqui, na cidade.

Anoitece cedo, e com a noite o que fica para ver é a estrada, o que é delicioso para quem viaja com o objectivo de fazer quilómetros rapidamente com menos trânsito nem distracções, o oposto do meu objectivo. Daí que passei por Coruche sem parar, e pelas suas várias pontes e pontezinhas em direcção a Sul, numa delas pareceu-me haver uma intervenção do artista plástico Christo pois estava toda forrada, mas não é certo, talvez dum plagiador, e mais um troço de estrada aberta para andar à vontade entre pinheiros, chaparros, eucaliptos, alternando ao longo da estrada.
Com o Sol em queda à minha frente a atenção teve de redobrar, mesmo com óculos de lentes escuras a visão fica limitada. Pelo canto do olho, ao entrever o espelho retrovisor esquerdo vislumbrava um motociclista que persistentemente me seguia, uma figura cinzenta que se afirmava sobre o alcatrão sem qualquer esboço de intenção de me ultrapassar e mais parecendo querer simplesmente acompanhar-me. Foram longos quilómetros assim, eu a vê-lo, pelo canto do olho, sobre o lado esquerdo e nada acontecia. Até que as voltas da estrada o começaram a revelar ora sobre o lado direito ora sobre o lado esquerdo, mas nunca me querendo ultrapassar, só acompanhar. Assim vim com a minha sombra até aos acessos à ponte Vasco da Gama sobre o Tejo.
E avizinhava-se o retorno à cidade, ao seu bulício, confusão, engarrafamentos. Com a Ponte Vasco da Gama tenho uma mala pata que nem sei explicar nem sou supersticioso. Perco-me. Já há uns anos fui levar os meus pais no seu carro à Costa de Caparica pois o meu paizinho que Deus tem, um exímio motorista que tanto me ensinou das máquinas, já não estava capaz de conduzir. Aconteceu nesse Domingo haver uma maratona que impedia o trânsito na Ponte Sobre o Tejo, caminho mais próximo para a Costa de Caparica. Decidi então ir pela Ponte Vasco da Gama, que ainda não tínhamos passado, e logo havíamos de ir dar à Caparica. Ora acontece que à saída para a margem Sul não havia (nem há) qualquer indicação nesse sentido, por forma que me meti a extravagar à procura. Saí da auto-estrada logo que pude para estradas secundárias e lá andámos pela beira-rio à procura de caminho para a Costa de Caparica. Num ponto desolado, sem gente à vista nem qualquer informação, optámos por satisfazer necessidades prementes – foi um xi-xi de família. E depois de muitas voltas, já passada a hora da maratona, a opção foi regressar de novo pela Vasco da Gama, ou teríamos de ir a Setúbal para voltar atrás, pareceu-me. Só que à saída da ponte perdi a orientação, e lá fui andando até a reencontrar, o que só aconteceu na saída para Sto. António dos Cavaleiros… Enfim, passar por Sto. António dos Cavaleiros, depois de Alcochete, para ir para a Costa, é passeio.
Desta vez a desorientação não me levou tão longe, realmente não dei com a saída para a beira Tejo Norte, conforme pretendia, e lá me fui meter no engarrafamento da 2ª Circular a estragar-me a quietude interior que comigo trazia.
Se compensou? Largamente!
A Carriça VII? Excelente no seu desempenho. Com muito baixo consumo e muito confortavelmente passeia-me – um pequeno ferro que tanto gozo me dá.

A Garagem das Carriças sugere: passeiem pelo Ribatejo, aproveitem Março, mês das enguias, para visitarem o belo espaço da Cabana dos Parodiantes, e depois digam se não é bom. Afinal, neste pequeno passeio de Inverno, neste espaço da Estrada de Santiago, em menos de 200 kms. andámos por 3 distritos – Lisboa, Santarém, Setúbal. »

Saudações
António Carlos Borges

sábado, 14 de fevereiro de 2009

PARADA DA PARÓDIA XI - HÁ QUEM NÃO SAIA DE CASA NA SEXTA-FEIRA 13 !



Há quem não saia de casa nas, sextas-feiras 13, por motivos de superstição.


Há quem não saia de casa por questões de falta de dinheiro.


Há quem não saia de casa porque tem medo da crise.


Mas, há quem saia de casa para ir á bruxa, sabe-se lá as razões. Que o diga os Parodiantes de Lisboa na revista Parada da Paródia .

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

ESTES PARODIANTES SÃO TÃO ENGRAÇADOS !!!



Salazar: "Estes Parodiantes são tão engraçados"...
Ontem à noite, na SIC, assistiu-se ao segundo episódio da vida de Oliveira Salazar, um trabalho notável do realizador Jorge Queiroga. A dado momento, numa das cenas, Salazar abre um rádio, senta-se para ouvir e exclama: "Estes Parodiantes são tão engraçados...".É verdade, o presidente do Conselho, Oliveira Salazar, ouvia religiosamente, entre as 13 e as 14 horas, o programa 'Graça com Todos' dos Parodiantes de Lisboa. Na altura, o produtor do programa Ruy Andrade teve conhecimento do facto através do barbeiro de Salazar.


in, http://pauparatodaaobra.blogspot.com/

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

ABSTRACT LIGHTS - 1ª EXPOSIÇÃO DE FOTOGRAFIA DO JOVEM JOÃO PEREIRA GOMES



É com regozijo que recebo na Cabana dos Parodiantes a 1ª exposição do jovem fotógrafo autodidacta João Pereira Gomes, de título " Abstract Lights ". Ele próprio, cliente da Cabana, onde costuma se encontrar com os seus amigos, confidenciava-me antes da montagem que, sempre foi um sonho mostrar as suas imagens num espaço realmente fantástico e único como a Cabana ( palavras da sua autoria ).


As fotografias estão penduradas numa corda de fibras naturais, como se estivessem secando depois de reveladas e mergulhadas nos líquidos químicos. Estão dispostas ao longo de todo o salão, por cima dos sofás. Relatam viagens por Portugal e Espanha e registam momentos únicos de olhar as especificidades do mundo que, João Pereira Gomes concorda serem únicas e transmissíveis, ou não estivessem á mercê de quem entra na Cabana dos Parodiantes. Na montra da rua, pode-se ver uma recriação de um laboratório de fotografia, com o ampliador e a sua mesa reguada, asim como as tinas dos líquidos e as pinças.


Visitar a Cabana para contemplar as fotos de João Pereira Gomes é uma experiência positiva, pois assistimos ao nascimento de um talento que, decerto irá se multiplicar por milhares de imagens, imagens dum mundo sempre em aberto.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

RESISTIR, SONHAR E ACREDITAR NA LIBERDADE



Pedro Barroso na 32.ª “Conversas da Cabana”


No dia 22 de Janeiro, teve lugar na Cabana dos Parodiantes, em Salvaterra de Magos, mais uma sessão de “Conversas da Cabana”. Desta vez o canta-autor Pedro Barroso, foi o convidado. Estava frio e havia muita humidade, mas à medida que o tempo foi passando, as pessoas foram enchendo a Cabana.Um pouco antes das 22 horas deu-se início à conversa e o Pedro Barroso estava determinado a falar sobre tudo. O nosso convidado estava desprendido e contente. Ficou maravilhado quando desligámos a televisão. “Nos tempos actuais onde a maioria das pessoas se encontram dependentes do telelixo e dos programas pimba é muito bom saber que estão dispostos a encetar um diálogo entre amigos”, afirmou Pedro Barroso.


A plateia ultrapassava as 100 pessoas e o espaço não conseguia dar guarida a alguns alunos da Escola Profissional de Salvaterra de Magos (EPSM). Desta vez alguns antifascistas conhecidos na vila também marcaram presença para ver o cantor resistente e destemido. Uma grande noite na Cabana. Uma tertúlia de se lhe tirar o chapéu.Pedro Barroso falou de música, teatro, política e firmou sem medos nem receios que “hoje mais do que nunca é preciso resistir e sonhar”. “Vivemos uma época de descrença, mas é bom acreditar que o Mundo vai mudar. Temos que ter esperança. Portugal podia estar melhor, mas infelizmente os políticos que nos (des)governam têm uns tiques que nos fazem recordar tempos da outra senhora”, afirmou o canta-autor.Nos tempos que correm e onde as pessoas têm medo de falar umas com as outras, ainda é bom saber que existem lugares onde se podem fazer tertúlias como esta. “A Cabana sempre foi um lugar onde se respirava liberdade. Os Parodiantes sempre souberam dar alfinetadas no antigo regime. Estou muito contente por estar aqui convosco!”, afirmou Pedro Barroso.


Paralelamente à tertúlia, o fotógrafo João Pedro Gomes deixava na atmosfera da Cabana alguns olhares a preto e branco, despertando os apetites daqueles que ainda não desistiram da Era Analógica.Mais uma vez a Cabana dos Parodiantes se transformou numa galeria de arte e num espaço cultural que importa ser preservado. Alguns convivas que estiveram ali pela primeira vez, gostaram e prometeram voltar.O próprio Pedro Barroso incentivava a isso. “Continuem a falar na Cabana. Não deixem morrer estas tertúlias. Como é bom estar umas horas à conversa e ter a televisão desligada”.Mais uma vez a Escola Profissional de Salvaterra de Magos (EPSM) apoiou com o som. Paralelamente a isso, uma turma de Comunicação ajudou a promover e divulgar a tertúlia. Uma oportunidade para pôr em prática os ensinamentos teóricos.As “Conversas da Cabana” já vão no seu quarto ano consecutivo. Em Fevereiro ocorrerá mais um encontro com alguém sobejamente conhecido ou não. O importante é ter histórias para contar. E não ter medo nem vergonha de falar nem partilhar.



José Peixe ( o moderador da tertúlia -

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

PEDRO BARROSO E JOÃO PEREIRA GOMES NA MESMA NOITE NA CABANA DOS PARODIANTES






Na mesma noite em que Cabana recebe Pedro Barroso,
inauguramos uma exposição de fotografia do jovem João Pereira Gomes. O Fotógrafo autodidacta, residente em Salvaterra de Mgos, e cliente da Cabana dos Parodiantes, realiza aquela que é a sua primeira exposição.


Quase duas dezenas de imagens captadas em vários locais do país, revelando um olhar atento á realidade, que se metamorfoseia e se revela na objectiva de João Gomes.


Mais uma razão para ir á Cabana nesta 5ª feira á noite.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

RESISTIR NA CABANA COM PEDRO BARROSO



Desde o ano passado que não tinhamos as nossas Conversas da Cabana, um momento de cultura e de amizade que a Cabana dos Parodiantes faz questão de ter todos os meses, pelo menos enquanto houver resistentes que não se deixem vencer pelos sofás das suas salas.


Vamos poder ter a presença de Pedro Barroso, um cantautor que continua a resistir contra o marasmo em que vivemos. A sua mensagem é o grito dos utópicos que continuam a acreditar no lado mais nobre do ser humano.


Eu acredito e penso que voçês também.


Então venha partilhar connosco na próxima 5ª feira, 22 de Janeiro 2009, em mais uma tertúlia na Cabana dos Parodiantes.

domingo, 28 de dezembro de 2008

CABANA ESTÁ DE PARABÊNS - 35 ANOS



A Cabana dos Parodiantes está de parabêns !!


Foi no ano de 1973 que a Cabana abriu as sua novas portas. dezenas de convidados conhecidos do mundo do teatro, rádio e do desporto, assim como clientes do antigo estabelecimento " Sol da Lezíria ", foram os previligiados a conhecerem o belo café dos anos setenta, que ainda hoje permanece intacto. Figuras como o Camilo de Oliveira, Óscar Acúrcio, Ivone Silva, Raul Solnado, António Livramento, J.Pimenta a equipa dos Parodiantes e o padre Diogo, entre muitos, que emitiu um belo discurso e benzeu a Cabana.


Longa vida á cabana dos Parodiantes e até daqui a 35 anos

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

PARADA DA PARÓDIA X - NESTA QUADRA FESTIVA, DEÊM UMA MÃO AO VOSSO AMIGO !!!!



AMIGOS DA CABANA


AMIGOS DA TERRA


AMIGOS DA HUMANIDADE


AMIGOS DO AMIGO


ESPERO QUE ESTA QUADRA NATALÍCIA SIRVA DE INSPIRAÇÃO PARA QUE TODOS NÓS, PARA VARIAR, SEJAMOS AMIGOS DESTA IDEIA REAL QUE SE CHAMA HUMANIDADE JÁ A PARTIR DO 1º DE JANEIRO DO ANO QUE VAI NASCER.



SÓ DANDO PODEMOS RECEBER.



SEJAM FELIZES !!!!


VOTOS DA CABANA DOS PARODIANTES

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

PARADA DA PARÓDIA IX - A RECESSÃO JÁ CHEGOU AO NOSSO PEQUENO JARDIM Á BEIRA MAR PLANTADO - O NOSSO PORTUGAL !!!


A recessão já chegou a Portugal e está para ficar, como o Toyota, lembram-se?
No tempo em que os Parodiantes de Lisboa editavam esta revista " Parada da Paródia ", já lá vão 26 anos, já havia recessão, aliás, sempre houve recessão. Gerações e gerações de portugueses, nasceram. cresceram, viveram e morreram com recessão. É uma questão de hábito. Nós até já estamos habituados, não é sr dr engenheiro Sócrates...será que o excelêntíssimo primeiro ministro paga renda de casa ?

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

COISA BOA, O BOLO REI DA CABANA NESTE FIM-DE-SEMANA


Coisa boa, neste fim-de -semana em Salvaterra de Magos, o famoso e tradicional bolo rei da Cabana dos Parodiantes. A receita é antiga e, diz o colaborador mais velho da casa, é tal e qual o bolo rei fabricado pelo fundador da pastelaria, Fernando Filipe Andrade, pai dos Parodiantes de Lisboa e avô dos actuais proprietários.

terça-feira, 25 de novembro de 2008

O CABANITO ESTEVE COM O FUTURO PRESIDENTE DOS EUA




Ainda na ressaca das eleições mais mediáticas do planeta, aquelas que sendo só exclusivas para americanos naturalizados, param os eleitores do mundo inteiro, o Cabanito, puto atento e curioso, preocupado com o estado do mundo, participou com entusiasmo na vitória do Barack Obama. Ora vejam só, o desenho é mesmo do Cabanito.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

CARICAMANIA NA CABANA DOS PARODIANTES



Nelson Santos , com a sua arte de bem desenhar o lado cómico que reside em todos nós, contribuiu assim para mais uma noite bem divertida na Cabana dos Parodiantes.


Foi na passada sexta-feira, 14 de Novembro de 2008.


visite : http://karikamania.no.sapo.pt/


http://caricaturas.blogspot.com/

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

NOITE DE CARICATURA COM NELSON SANTOS


Grande noite de demonstração de caricatura na Cabana, com o famoso desenhador Nelson santos.
Ninguêm escapou á sua caneta digital, pondo a nú expressões, sinais, características genéticas, tiques e manias. Toda a minha gente aceitou o seu cruel retrato com desportivismo e um certo riso amarelo. Nelson demonstrou que é um artista na arte da caricatura, impressionando todos aqueles que foram á Cabana na sexta-feira à noite de 14 de Novembro.
Ainda podem ver a exposição dos melhores trabalhos de Nelson Santos, na biblioteca de Salvaterra de Magos, até 30 de Novembro. Podem crer, é um espanto!!

NOITE DE CARICATURA COM NELSON SANTOS




NOITE DA CARICATURA AO VIVO COM NELSON SANTOS




quinta-feira, 13 de novembro de 2008

DEMONSTRAÇÃO DE CARICATURA AO VIVO NA CABANA COM O FAMOSO NELSON SANTOS


Conheçam o lado divertido da Cabana e venham amanhã, sexta-feira ás 22 horas ver com os vossos olhos e em directo, como se faz caricatura digital, pura e dura.Nelson Santos, famoso desenhador da nossa praça, vai nos mostrar como se captura as feições de um ser humano em menos de um fósforo e ainda por cima o transforma na coisa mais divertida deste mundo.Haverá um telão gigante onde se poderá ver o desenho caricaturado na sua evolução.Porque não trazer os seus filhos, os seus amigos ou os seus inimigos...quem sabe o Nelson Santos não os caricatura eh! eh! eh!. Vai haver um sorteio de caricaturas de borla para quem concorrer a um desenho - só para adultos! Venham c'um caneco ?!

PAULO GONZO DEU-NOS QUASE TUDO! NOITE MÁGICA NA CABANA DOS PARODIANTES 10/10/08





Paulo Gonzo não sabia ao certo para o que vinha; ele de facto foi convidado pela artista plástica Paula Cruz, afim de ser homenageado com três grandes telas a preto e branco, com o seu rosto retratado nas três fases de sua vida. O que ele não sabia é que, á sua espera, estavam cerca de sessenta pessoas conhecedoras da sua obra.
Na mesma mesa que o Paulo e a Paula, na tarefa de os apresentar, estava o regressado José Peixe, acabadinho de regressar da América Latina, onde trabalhou como correspondente da Lusa durante dois anos.
Houve espaço para a sentida homenagem da pintora, que deixou escapar a confissão de que desde a sua adolescência a música de Gonzo tem sido o farol que tem iluminado a sua vida.

Daí se compreende o que levou Paula Cruz a arriscar para a disciplina de Pintura 4º ano da Faculdade de Belas Artes, a provocação de executar uma série de telas com o rosto de Paulo Gonzo.
Gonzo, emocionado, agradeceu a homenagem e rejubilou quando a artista lhe ofereceu um quadro á sua escolha, ao que este escolheu o correspondente á fase da sua juventude.

Soubemos pela voz do Paulo Gonzo, que nem sempre o seu percurso de compositor, músico e cantor, foi um mar de rosas. Desde que começou, nos longínquos finais de setenta, como cantor dos Go Grall Blues Band, o caminho foi sempre o remar contra a maré. Quando todas as bandas se entretinham a imitar os seus ídolos anglo-saxónicos, com maior ou menor mestria, Gonzo e seus cúmplices, teimavam em desenvolver um som fora de moda, baseado na tradição dos escravos negros do Delta de Missisipi, nos Estados Unidos da América - o blues.

Paulo chegou mesmo a viver uns tempos no novo mundo, ensaiando, tocando e cantando com nomes e bandas norte americanas bluesly. Aí, terá ganho experiência e rodagem suficiente, para regressar com força a Portugal para iniciar a sua carreira a solo. Foi com " As Pedras da Calçada ", em 1984, que Alberto Ferreira Paulo ( seu verdadeiro nome ) teve o seu primeiro grande êxito - Jardins Proibídos -. A partir daí, nunca mais parou de fazer belas canções.
" De cada vez que sai um álbum, o risco é todo meu, pois sou eu que escrevo e componho. Tenho que ter uma grande lucidez para não falhar, pois tenho vinte pessoas que dependem directamente de mim para sobreviverem. " confessou Paulo Gonzo.
Alguém na assistência perguntou, se ele quando grava um álbum têm a noção exacta que determinada canção vai ser um êxito, ao que ele respondeu que até agora a sorte não o tem faltado, mas, só com muito trabalho e dedicação se consegue vencer, disse ainda.

O cantor desmistificou a ideia que o estilo blues só transmite ideias tristes. " eu posso ouvir um blues e apetecer-me dar uma queca logo de seguida " disse sorrindo, " ou posso sair á rua e abraçar toda a gente..." continuou. Segundo ele, a sua música é para todos os estados de espírito, todas as idades e todas as raças...é universal.

O climax da noite chegou, quando o gerente da Cabana apareceu como por magia, com uma viola, por sinal desafinada e perguntou alto e bom som: " Alguém se esqueceu desta viola...por acaso sabem de quem é...? ". O pessoal percebeu e ouviram-se gargalhadas. O Paulo não se riu mas entendeu o que lhe esperava. Enquanto este afinava o instrumento, alguém gritou - deste-me quase tudo! - ao que o moderador perguntou : " Paulo, vais dar quase tudo a esta gente ?, resposta imediata do cantor : " Essa não, que o meu manager não me deixa, mas, vou-lhes dar uns blues dos bons...! . De facto tocou, cantou e encantou com a sua voz de cama, ( comentário de um cliente ), dois apetitosos blues, puros e duros, pondo sessenta almas ao rubro.

O resto já faz parte da história. Quem presenciou tambêm ficou com a sensação que fez história. Foi uma noite memorável, plena de magia, talvez a melhor das 31 conversas da Cabana já realizadas, a seguir á noite com o Ruy de Carvalho, claro, que essa foi sublime.

Após muitas fotos, autógrafos e agradecimentos, Paulo Gonzo entrou no automóvel negro que o trouxe a Salvaterra de Magos. Ao volante, o amigo de longa data, que o acompanha para todo o lado, segredou-me ao ouvido que, nunca tinha presenciado o Paulo Gonzo a tocar em público, sem ser para espectáculos. Coisa inédita, então, e logo na Cabana.



pode ver e ouvir Paulo Gonzo na Cabana clicando neste link do YOUTUBE, em baixo


http://br.youtube.com/watch?v=fmOGilqTHw4











quarta-feira, 5 de novembro de 2008

PAULO GONZO NA CABANA ? É VERDADE !!




Grande noite na Cabana dos parodiantes com a presença do cantor Paulo Gonzo, já


nesta 2ª feira, 10 de Novembro, pelas 22 horas.



Vamos inaugurar uma exposição da pintora Paula Cruz " Blues Night - homenagem a Paulo Gonzo ".
Queremos conhecer um percurso de vida que começou com o grupo Go Grall Blues Band, nos anos 80 até aos dias de hoje, com uma fantástica colecção de canções que toda a gente conhece e reconhece.
Quem sabe se o Paulo Gonzo nos fará uma surpresa, cantando umas das suas blues melodias.



* uma das pinturas de Paula Cruz que vão ser expostas ( 1,85 x 0.85 m )

domingo, 2 de novembro de 2008

VIVA O LUXO ! ORQUESTRA TÍPICA NACIONAL DE VENEZUELA EM SALVATERRA DE MAGOS!




Orquestra Típica Nacional de Venezuela, em Salvaterra de Magos, no Celeiro da Vala, mas que luxo e que grande alegria poder desfrutar de sons e danças tão esfuziantes, tocados e dançados por pessoas que amam aquilo que fazem. Acabadinho de chegar a casa, directamente do concerto, ainda estou em pele de galinha com as vibrações.
Com o Celeiro razoávelmente cheio e frio de gelar os ossos, 25 venezuelanos encantaram e aqueceram todos aqueles que assistiram a este concerto.
Vejam só! amanhã, irão tocar no grande auditório da Aula Magna em Lisboa.
O intercâmbio entre Venezuela e Portugal, não se fica só pelas energias e pelo Magalhães. Calhou-nos, a nós Salvaterrenses, esta pequena pérola do Novo Mundo.
Obrigado C.M. Salvaterra de Magos!

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

A PRIMEIRA ILUMINAÇÃO NA VILA DE SALVATERRA DE MAGOS


VITORINO DOS CANDEEIROS
Em 1930, sabia-se em Salvaterra de Magos, que Lisboa tinha iniciado em 1848, o seu sistema de iluminação pública, com 28 candeeiros que, foi aumentando com o decorrer dos anos e, em 1889, eram já cerca de 7000 os candeeiros acessos na cidade, recebendo gás produzido à base de carvão.

A vila de Salvaterra, confinava-se ainda às suas 7 ruas primitivas, dando mostras de querer expandir-se lá para os lados da Praça de Toiros e, dos terrenos que viriam a ser ocupados pela Horta do Sopas. Até aí as ruas, não tinham iluminação, as habitações continuavam à noite, a consumir velas de cera e lamparinas à base de azeite e outras gorduras. Muitas cidades e vilas do país, já usavam o carbureto, na iluminação das suas ruas.
O elenco camarário de António Sousa Vinagre,deliberou colocar quatro candeeiros, com gasómetros a carbureto, nas ruas de Salvaterra de Magos, para isso deu trabalho a José Duque, que foi para Santarém, durante uma semana, fazer aprendizagem nos serviços da câmara daquela cidade. Em 1935, este deu lugar a filho Francisco, o Chico Duque, que por sua vez transitou o lugar a Albino Fróis Marques, que foi substituido por um tal Vitorino, homem vindo de Benavente. Este, ao entrar ao serviço da câmara foi encarregado da manutenção dos candeeiros e, do motor que fornecia água ao depósito da fonte, junto ao edifício municipal. Pela manhã cedo, ao nascer do dia, com um pequeno carro de mão provido de uma barrica com água, lá se via o Vitorino, fazendo a limpeza, dos gasómetros instalados nos quatro candeeiros nas ruas da vila. Neste trabalho, retirava o carbureto já transformado em massa e, deixava preparado o pequeno depósito de cada gasómetro abastecido com água limpa. A massa recolhida era para mais tarde ser utilizada pelos pedreiros da câmara, nos rebocos das paredes. Ao cair do dia, pelo luz-fusco, lá ia de novo o Vitorino, com a pequena escada ao ombro e, uma saca noutro, com as pequenas pedras de carbureto alimentar os gasómetros. Cada um, levava uma quantidade de cerca 500grs, para 6/7 horas de uma boa luz durante a noite.
O gás, libertado pela acção da água com o carbureto, saía por um pequeno tubo que, o Vitorino acendia com isqueiro de pederneira. O tempo dos Petromax, alimentados a petróleo, chegou por volta de 1940, a iluminação nocturna em Salvaterra, passou para oito pequenos candeeiros nos largos e ruas da vila.
Foram colocados candeeiros na esquina da rua João Gomes, com a rua Machado Santos (rua Direita); na esquina da actual rua 31 de Janeiro, com a avenida Dr. Roberto Fonseca; na esquina da rua Gen. Humberto Delgado (Porfírio Neves da Silva) com a Azenhaginha; entrada da rua Dr. Gregório Fernandes, lado da avenida. Foram construídos postos em cimento, com candeeiros, no Largo dos Combatentes; Largo da República, entre o edifício municipal e a Igreja Matriz; Junto à Fonte S. Sebastião e no cais da vala.
Com esta inovação, o trabalho do Vitorino era agora de manhã apagar os candeeiros e recargá-los de petróleo e, á noite depois de alguma pressão no depósito, para gaseificar, acender o aparelho, através de uma camisa que, dava uma chama azulada, ficando protegida por um vidro cilindrico, iluminando toda a noite um grande espaço em seu redor.
Em 1948, tudo isto passou à memória do povo, pois o abastecimento de energia eléctrica a Salvaterra, foi um acontecimento, cuja inauguração teve honras de grande acontecimento público. Há uns tempos foram feitos umas réplicas daqueles candeeiros, que estão na zona nobre da vila, recordando os originais.
Porque conhecemos, o Vitorino dos Candeeiros, aqui o recordamos!...

José Gameiro
Nota: Na Foto em primeiro plano está o Vitorino "dos Candeeiros " e o autor deste texto - ano de 1954

segunda-feira, 27 de outubro de 2008




Últimas semanas para apreciar as antiguidades da Falcoarte na Cabana dos parodiantes.

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

INTRODUÇÃO DE SILVESTRE PEDROSA ´TERTÚLIA SOBRE ARISTIDES DE SOUSA MENDES





Fazer a introdução á " Conversa " de hoje, é para mim uma gramnde satisfação e paralelamente um grande incómodo. Como apresentar alguém tão imensamente grande? Vale-me a grandeza humana de Aristides de Sousa Mendes (ASM); cito o nome, calo-me e está tudo feito!



Mas como resistir a não falar? Daí que não me contenha a um ou a dois apontamentos que visam tão só apelar à nossa reflexão.


aristides foi dos poucos capazes de se recusarem a cumprir as desumanas ordens que violentavam o seu caracter humanista. Fez tudo o que pode para salvar vidas.




Por força do seu humanismo e sentido cristão, foi perseguido e abandonado.




Perseguido pela ditadura salazrista que lhe não perdoou o humanismo e consequente desobediência. Ditadura que aceitou os agradecimentos enderessados pelas democracias por causa das vidas salvas pelo cônsul desobediente. que hipocrisia!




Nestes tempos em que, desavergonhadamente se procura branquear o salazarismo, será bom que estejamos atentos às realidades.




Atente-se ao que, o seguramente mais activo detergente do salazarismo, disse nas suas memórias sobre ASM: o cônsul vendeu com a cumplicidade de policias do regime, vistos falsificados a emigrantes com dinheiro - sem comentários.




Abandonado! ASM era profundamente católico, contudo a sua igreja, que estava de mão dada com o regime, abandonou-o! Curiosamente a mesma igreja que anos mais tarde canonizou o autor desta pérola de pesamento inserida em missiva a um membro do seu Opus Dei: Hitler não deve ter sido tão mau como dizem. Não pode ter matado 6 milhões. Não deve ter passado dos 4 Milhões, Josemaria Escrivá de Balaguer.




Pode-se dizer que finalmente a memória de ASM está reabilitada e o cônsul já ocupa o lugar que lhe é devido? Gostaria de pensar que sim, mas tal não me parece. Nem a coumuidade Judia nem a democracia ainda o colocaram no pedestal que lhe é devido.



Cabe a cada um de nós exigir que se derrubem os ídolos com pés de barro e que se homenageem os nossos verdadeiros heróis.


Silvestre Pedrosa, moderador

terça-feira, 14 de outubro de 2008

FOI DE ARISTIDES DE SOUSA MENDES QUE A NOITE FOI FEITA!!!










A noite começou um pouco mais cedo que o habitual; a oradora principal, estava debilitada com uma constipação, e desejava chegar cedo a Lisboa, cidade onde vive desde sempre. Maria Barroso, actriz de formação que, por ser casada com Mario Soares, teve que abraçar a política por consequência, veio representar a Fundação Aristides de Sousa Mendes, na qualidade de Presidente, porque seria de Aristides de Sousa Mendes (ASM) que a noite iria ser feita.

Os dois netos de ASM ainda não tinham chegado á Cabana dos Parodiantes, pois tinham-se comprometido a vir tomar um café e um barrete connosco. Mesmo assim, deu-se início á tertúlia, com apenas 16 pessoas. Não era para menos, faltava meia hora para as 22 horas e os habitués das conversas da Cabana veêm á própria da hora.

A antiga primeira dama de Portugal, falando de pé e rejeitando o microfone, iniciou a sua prelecção, fazendo uma descrição do que foi o calvário dos judeus alemães, desde que Adolf Hitler subiu, á força, ao poder do Reichstag. Milhares de refugiados judeus fugiram para essa Europa fora, saltando fronteiras germânicas, mas a maioria haveria de morrer em campos de concentração, em condições tão mórbidas que, ainda hoje, nos é difícil conceber tal horror.

Foi debaixo dos ecos desse horror que três dezenas de milhar de judeus pediram auxílio ao cônsul de Portugal em Bordéus, Aristides de Sousa Mendes, afim de que este lhes concedesse vistos para entrarem em Portugal e aí escaparem a morte certa. Contou a oradora, que o cônsul teve a percepção exacta, antes de decidir carimbar os vistos, que iria perder tudo o que tinha construido até então. Sabia que iria ser despedido e perseguido até á sua morte. Terá reunido mesmo com a familia e comunicado com pesar que, depois daquele acto, nada seria igual e, possivelmente, teriam tambêm eles que fugirem e se refugiarem noutros países. Mesmo assim, o seu enorme coração humanista não conseguiu resistir ao drama daquela gente e desobedeceu a Salazar. Durante três dias e duas noites, Aristides e dois dos seus filhos, passaram vistos a uma multidão que não arredou pé durante vários dias, acampando dentro do consulado e nos jardins, assim como nas ruas próximas. Não satisfeito, ASM terá se deslocado a Bayonne e Hendaye, e carimbado mais uns milhares de vistos, perante a passividade dos funcionários dos respectivos consulados em França. Maria Barroso, aproveitou a deixa e pintou-nos o retrato de um Portugal cinzento e sinistro, país esse que ela viveu e que tambêm ela comeu o pão que o diabo amassou, assistindo á perseguição política do regime ditadorial ao seu marido, Mário Soares.

Já com uma hora de duração e com algumas questões postas pelos convivas, sentia-se que pouco mais haveria a dizer sobre o tema. Faltava o testemunho de alguém que tivesse vivido aqueles acontecimentos, experiênciado bem de perto as consequências de tal acto desobediente numa sociedade vigiada bem de perto pela ditadura do Estado Novo. Eis que a porta automática abre e surgem dois vultos bem vestidos, de recorte clássico, aparentando estarem perto dos sesenta anos. Fizeram um compasso de espera e logo Maria Barroso esboçou um sorriso : "São os netos de Aristides...! Mais vale tarde do que nunca e " o combate foi salvo pelo gongue! ". Feitas as apresentações de António de Sousa Mendes e Álvaro de Sousa Mendes, esperava-se agora os verdadeiros testemunhos.

Alguém perguntou, como foi crescer e viver toda a vida com o apelido de Sousa Mendes. Álvaro logo respondeu que tem sido um motivo de orgulho indescritível e simultâneamente uma mágoa constante por toda a revolta que o seu pai sentiu e por ainda hoje não ter sido feita a justiça devida à memória do seu avô. António sempre se habituou á ideia de que esse assunto em casa de sua mãe, irmã de ASM, ser algo interdito, votado ao silêncio.

Sobre o verdadeiro paradeiro dos restos mortais do corajoso cônsul, uma senhora presente, afiançou quase ter a certeza que se encontram em França, perto de Paris, teoria essa que foi negada ainda por Maria Barroso, no decorrer da primeira parte da conversa, e duplamente posta de parte, já no fim, pelos descendentes de ASM.

Em relação á polémica lançada pelo historiador, antigo ministro da Educação de Marcelo Caetano, José Hermano Saraiva, no concurso dos Dez Mais Portugueses, os ânimos esquentaram um pouco. António de Sousa Mendes disse achar completamente ridículo a teoria do historiador de que o verdadeiro obreiro da vinda dos 30 mil judeus para Portugal ter sido os Caminhos de Ferro de Portugal, quando esta companhia se limitou a transportar os refugiados que pagaram os seus bilhetes. Coube á Policia de vigilância e defesa do Estado - PVDE, proceder ao controlo na fronteira de Portugal com Espanha, dos passageiros e em colaboração com os aliados, colocá-los em diversos pontos do país, em segurança. Tratou-se, segundo António, de uma manobra desesperada para desacreditar a opinião pública do valor de ASM. Álvaro concretizou, que ninguém na familia quis tirar, nunca, proveitos ou louros, da proeza do seu avô, nem irão precisar de se justificar, pois a história impõe-se na História e a verdade virá ao de cima, naturalmente. A prova disso mesmo, está, segundo António de Sousa Mendes, na criação do Museu de António de Sousa Mendes, em Cabanas de viriato, antiga residência da familia Sousa Mendes.

Silvestre Pedrosa, moderador desta " Conversas da Cabana ", representante da Casa da Europa do Ribatejo ( colaboradora desta tertúlia ), deu por terminada mais uma noite sem televisão, com cerca de cinquenta tertulianos ávidos de conhecimento e espírito de partilha.

A Cabana dos parodiantes, proporcionou de uma forma simples, que se fizesse justiça a Aristides de Sousa mendes.



O mundo era mais justo se houvesse um Aristides em cada esquina.



Agradecimentos á Escola Profissional de Salvaterra de Magos, pelo empréstimo do material multimédia.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008



Esta notícia é dirigida a todos aqueles que coleccionam o conhecimento e amam a liberdade!


Na próxima 5ª feira, dia 9 de Outubro, vamos receber a Fundação Aristides de Sousa Mendes. Virá representá-la a sua presidente, dra Maria Barroso e o neto do próprio Aristides, Álvaro de Sousa Mendes.


Vai ser a primeira Conversas da Cabana dedicada aos " Heróis da liberdade ", outras duas tertúlias virão, homenageando outras duas figuras portuguesas, sobejamente conhecidas do nosso imaginário.


Sobre esta noite de 9 de Outubro, posso vos dizer que será certamente inesquecível:


- devido á curiosidade que Aristides de Sousa Mendes provoca em todos aqueles que vão conhecendo a sua grandiosa proeza de salvar 30 mil judeus de morte certa nas mãos dos nazis, na 2ª guerra mundial; contribuindo para isso a sua posição de consul em França e a sua incomensurável coragem.-


- devido á qualidade dos dois oradores, que dispensam apresentações.


Esta tertúlia, que se adivinha aliciante, só será possível, graças á colaboração da Casa da Europa do Ribatejo.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

ABRAM MAIS MATERNIDADES !! PARADA DA PARÓDIA VIII



Adivinha-se uma grande recessão a nível mundial, com o império capitalista dos Estados Unidos a desmoronar-se como um castelo de cartas. Depressa teremos em Portugal e no resto da Europa, as consequências dessa hecatombe. Uma das medidas que os homens tomam nestas ocasiões, é resolverem ficar em casa, por falta de pilim para os seus vícios.


Com a televisão que temos, nivelada por baixo, no que diz respeito á qualidade dos seus programas, espera-se para Portugal, um aumento substâncial da natalidade, já em 2009.


Abram mais maternidades !! Que o digam os Parodiantes de lisboa com esta capa de 8 de Março de 1962, respeitante ao nº 60, da revista Parada da Paródia. Futuristas de primeira água.


quinta-feira, 25 de setembro de 2008

CONTAR UMA HISTORIA COMO SE ESTIVESSEMOS EM CASA DE UM AMIGO!!






Talvez o mais interessante de referir sobre a noite do último encontro das “Conversas na Cabana”, em que os convidados foram a companhia de teatro “Fatias de Cá”, seja que a conversa passou a discussão, no bom sentido, entenda-se, sobretudo entre os elementos do público e não ficando limitada aos elementos representativos da companhia, acontecendo assim o verdadeiro formato de tertúlia, trocando opiniões e colocando questões.
Não se pode dizer que Carlos Carvalheiro, o mentor do projecto dos Fatias e Cá, tenha respondido directamente às perguntas que lhe foram colocadas mas, como excelente contador de histórias e comunicador que é, falou sobre a própria história evolutiva do Teatro desde a mais remota época e sobre as suas características até à época vitoriana de Shakespeare. Penso que essa informação foi importante e a forma como foi comunicada acabou por estar contida no que chamamos Teatro, uma vez que a sua definição talvez mais simples mas não menos verdadeira é “contar uma história”!



Perguntou-se porque não existe de momento um grupo de teatro em Salvaterra. Justificou-se, justificaram-se as pessoas, justificaram-se as vidas individuais, a proximidade de Lisboa, os filhos, as disponibilidades, a televisão, as rotinas, as idades. Confessou-se a maioria que não vão ao teatro, nos porquês disso, discutiu-se se há ou não mau teatro, sem se dar por isso discutiu-se teatro profissional e amador, bom e mau, comunicação, objectivos, conceitos, formas de divulgação, dinâmicas financeiras, tudo isto em relação ao Teatro, atingindo naturalmente aquilo que mais procuramos no Teatro: Comunicação, reflexão e diversão.
Obviamente não poderemos afirmar que todos estes temas tenham sido exaustivamente discutidos. Faltaram muitas pontas, conclusões, saltou-se de tema em tema, mas todos sabemos que o tempo é sempre curto para estas coisas e afinal não nos compete arranjar soluções para tudo, antes questionar, reflectir e saber que cada um de nós pode transformar alguma coisa na sua esfera de acção; é para isso que servem as trocas de impressões e experiências.



Falámos sobre o delicado tema da formação cultural, começando pelos mais pequenos, da sensibilização que urge ser feita sob pena da Cultura se transformar definitivamente entre o popular comercial e o elitismo puro. Ainda, foi explicado que o Teatro é elitista por natureza na nossa sociedade, já que somente 1% da população o consome.
Poderíamos organizar mais umas quantas “Conversas na Cabana” à volta de todos estes temas, aprofundá-los, mas não sei se valerá a pena. No fundo o que interessou foi termos levantado tantas questões tão importantes, o importante é que cada um dos presentes tenha levado para casa alguma matéria para reflectir para além da sua opinião porque, como comentou Carlos Carvalheiro no final quando lhe perguntei porque não tinha ele respondido directamente às perguntas, “as pessoas tinham muita necessidade de falar e dar as suas opiniões”.
É um sinal dos tempos que passamos; talvez tenhamos de ouvir um pouco mais e opinar um pouco menos, talvez tenhamos de confiar na experiência do próximo, talvez tenhamos de pensar e questionar, começando por nós próprios, deixando de olhar para nós próprios. Penso que foi isto que as gentes dos “Fatias de Cá” fizeram nessa noite. Ouviram mais do que disseram, também eles fizeram afinal perguntas, colocaram questões. É claro que poderemos sempre fazer outras leituras sobre este comportamento.
É verdade que os “Fatias de Cá”, depois de lutas e brigas durante tantos anos, foram conseguindo posições mais confortáveis com os poderes locais, ocuparam espaços, construíram uma rede muito para além da sua Tomar natal. Talvez por isso não seja o momento para lhes perguntar se os seus objectivos foram conseguidos ao fim destes anos de actividade, ou quais as relações com os vários poderes e interesses por esse país fora. Mas temos de compreender que essa confiança tem também de ser construída, os interesses têm de ser discutidos e trocados, os objectivos têm de ser comuns.
O que mais importa afinal é que a noite esteve boa, ouve discussão da boa e lá estivemos para ali a contar histórias, a viver, a comunicar.Espero que se tenham divertido também. Desse todo vai nascendo a Arte e Cultura.




Quim Preto, moderador da tertúlia

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

DARWIN FOI PERDOADO !!!


Foi com prazer e surpresa que dei com um blog precioso, activo desde Setembro deste ano - o do Nobilíssimo José Saramago. Nele se pode ler extractos do seu último romance " A Viagem do Elefante "( ainda não publicado ), pequenos filmes, testemunhos e diários.

E foi num dos seus textos, que tomei conhecimento da notícia de que a Igreja Anglicana Inglesa, vai pedir formalmente perdão a Charles Darwin, por todas as malediciências e perseguições que esta lhe infligiu, em vida e após a sua morte. Duzentos anos depois do seu nascimento, os anglicanos lavam daí as suas mãos de dois séculos da negação da nossa origem e das espécies animais.

Trata-se de um golpe duro para os Criacionistas da América do Norte, que terão que repensar que posição a tomar, em vésperas de eleições dos EUA.

Visite e delicie-se com http://blog.josesaramago.org/

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

O FATIAS DE CÁ VEM Á CABANA, JÁ 5ªFEIRA, DIA 18 DE SETEMBRO.


As tertúlias na cabana dos parodiantes vão recomeçar em grande com o Grupo de Teatro de Tomar FATIAS DE CÁ.
O director artístico, encenador e actor do grupo da capital dos templários, Carlos Carvalheiro, vem acompanhado com alguns dos seus colaboradores, mostrar-nos como se faz teatro de qualidade e com salas repletas de gente ávida de cultura. Para esse efeito, vai ser projectado um filme da peça " CORTO MALTESE - CONCERTO EM O'MENOR PARA HARPA E NITROGLICERINA ", Hugo Pratt.
Desculpem, eu disse salas? não são salas de espectáculo normais, confortáveis...são sim conventos, castelos, antigos palácios, ruínas, praias fluviais, enfim, o FATIAS DE CÁ já provaram que não existem limites espaciais nem geográficos para se fazer teatro.
O FATIAS DE CÁ, faz sua a máxima uma frase atribuida a Galileu - " não resistir a uma ideia nova nem a um vinho velho "
Atentem á programação para o, mês de Setembro de 2008:
- A Tempestade, William Shakespeare - Parque ambiental de Constância - dias 6, 13, e 20
- Viriato, João de Aguiar - Castelo de Almourol - dias 7, 14 e 21
- O Nome da Rosa, Humberto eco - Convento de Cristo - dia 28
Aconselho uma visita ao site do fatias de cá - http://www.fatiasdeca.com/

sábado, 30 de agosto de 2008

PARADA DA PARÓDIA VII - POBRES DOS ALFAIATES!




Era assim na década de sessenta, em lisboa. Os alfaiates não tinham mãos a medir. Certos e determinados senhores, bem posicionados na vida, frequentavam os ateliers de costura, afim de fazerem fatos á medida. Coitados dos pobres alfaiates, sujeitavam-se a tirar medidas, vezes sem conta ao mesmo cliente, sem saberem porquê.

Talvêz uma pequena dieta, podia resolver o problema.

Estranhos mistérios estes de ser alfaiate !

(o cartoon acima pode ser visto em tamanho natural no grande painel humorístico que ocupa parte do espaço da Cabana dos parodiantes, em Salvaterra de Magos )

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

O INCÊNDIO DO CHIADO

Ruy e Zé Andrade, com Raul Solnado no estúdio de gravação.

Aproveitando o 20º aniversário do terrível incêndio no Chiado, na cidade de Lisboa, vou então contar uma situação que os Parodiantes de Lisboa viveram, precisamento nesse dia.


Os Parodiantes estavam a gravar no seu estúdio, o programa " Graça com todos ", que iria para o ar no dia seguinte. O ambiente no 13º andar do edifício do Vává, era tenso e triste, como em todos os locais onde houvesse lisboetas e portugueses, pois tratava-se do fim do coração da capital de Portugal, tal como era conhecido desde sempre. De uma acentada, os armazéns Grandella e do Chiado e toda a zona envolvente, desapareciam nas chamas.


Eram cerca de 11 horas, ou seja, duas horas para o início do programa na Rádio Comercial dos Parodiantes de Lisboa, quando a dactilógrafa entrou aos gritos no escritório do Ruy Andrade. O caso não era para menos: ela lembrou-se ter passado á maquina de escrever, no dia anterior, uma rúbrica onde o presidente da Cãmara de Lisboa de então, Cruz Abecassis, tinha ateado fogo á cidade e festejava o feito, tocando a sua harpa nas muralhas do Castelo S.Jorge, lamentando-se pelos alfacinhas não o compreenderem e não lhe darem o devido valor ( tal como o imperador romano Nero em Roma ).


Tratou-se, sem dúvida, de uma coincidência terrível, e essa peça fazia parte do programa que iria ser escutado dentro em breve, em todo o país. Como havia sempre uma bobine suplente actualizada, logo os Parodiantes se deslocaram á rua Sampaio e Pina para fazerem a troca.


Conseguem imaginar, se esse programa fosse para o ar, com o incêndio na baixa de Lisboa em actividade e todos os dramas inerentes em ferida aberta, conseguem imaginar o impacto que teria na opinião pública ?


Puro humor negro ou futurismo catastrófico ?

segunda-feira, 25 de agosto de 2008


O Cabanito, hiper-activo e traquinas mascote da Cabana, irá, daqui para a frente, gastar a sua inesgotável energia em situações bem humoradas. O mundo do Cabanito é o espaço mágico da Cabana dos parodiantes e as peripécias giram á volta do seu quotidiano.
Pode um café proporcionar tantas situações?
A Cabana pode, concerteza!
Longa vida ao Cabanito!!!

CABANITO TEM SAUDADES DOS JOGOS OLÍMPICOS
















domingo, 10 de agosto de 2008

PARADA DA PARODIA VI - QUENTES E BOAS !!!


Foi com esta fabulosa capa com cartoon de Jõao Martins ( autor das capas e outros desenhos ao longo dos 104 volumes ), que os Parodiantes e sua vasta equipa de colaboradores iniciaram esta aventura na imprensa que iria durar dois anos ( 1960/ 62 ).
" Quentes e Boas ", apregoava o vendedor de castanhas. Este fez justiça ao pregão e como o negócio andava nas ruas da amargura, logo tratou de chamar a atênção e motivar assim potênciais clientes do sexo masculino, claro! Como é que o criativo vendedor vai evitar as inevitáveis impressões digitais em certas zonas do corpinhos das suas modelos, é que ninguém sabe, a não ser que, na compra do cartuxo das castanhas, esteja incluído as moças.