sábado, 11 de fevereiro de 2006

Por um escaravelho

A noite ia longa e por detrás da língua aparece o biscoito que aquela lambisgóia não quis e escondeu para o perder de vista. Por isso está tão bafienta, ninguém lhe pega.

A casinha é verde e não pode ser avistada. Tudo foi em vão e a dor que sinto é oportuna para descobrir onde pus o meu canivete: finalmente apareceu.

Como chegar ao cimo daquela alta montanha se nem o degrau e o ouvido consigo ter? A guerra é pequena para tamanha vontade de vencer. Luto com tudo o que aparece pela frente, por detrás, pelos lados, por cima e por baixo, por dentro e por fora. É a aniquilação.

Ando, nada. Corro, nada. Pedalo, nada. Galopo, nada. Coxeio, igualmente nada para além da dor no joelho.

Tenho vontade de desistir, mas não o faço. Perdi tudo naquele dia na praia de Londres quando aquele carapau me disse que não fazia sentido procurar a pedra que encerra todos os mistérios e fiquei descalço em cima das brasas.

E o meu balancete não fecha a conta corrente.

Francis MacDuck

Contabilista

1 comentário:

presidente da república disse...

realmente
a resposta para o problema
só psicanálise de grupo