Cabana dos Parodiantes, um café repleto de luz, onde cada cliente que entra é uma lampadinha incandescente !!
quarta-feira, 28 de dezembro de 2005
Amor e uma Cabana ( a dos Parodiantes)
Amor não é só o sexo
Entre o côncavo e o convexo
É também sentir no peito
Um coração a vibrar
Po outro, que diz amar.
Isso é que é Amor perfeito!
É sofrer com o sofrimento
De alguém que sinta o tormento
Que a vida, por vezes, é.
É dar de si quanto tem,
Quando preciso, a alguém
´Steja longe, 'steja ao pé!
É dar a vida por vida
Mesmo que haja a fé perdida
De esse alguém corresponder.
É sofrer de ansiedade,
É matar-se de saudade
Se esse alguém não vier
É querer viver mais e mais
Com querer e força reais
P'ra aumentar o seu valor
Para ajudar quem se ama
Sem 'star a pensar na cama
Isso sim, isso é AMOR!!!
segunda-feira, 19 de dezembro de 2005
Feliz Natal!
quinta-feira, 15 de dezembro de 2005
Porto Doce Porto...
O Porto quer se goste, ou não, é uma “naçon”, tudo é diferente desde os pontos de espera dos autocarros que além de terem o número do mesmo, têm, também, o destino do autocarro, o que, diga-se de passagem, para quem não conhece o Porto é uma grande ajuda. Mas também há as estações de comboios, das duas que vi, a de São Bento e a da Campanha, são lindas, denotando o estilo Romântico da arquitectura da época.
Pude passar, também, pela Casa da Música que, à noite, é impressionante, não só pela arquitetura como pela sua localização geográfica, à beira da (magnífica) Rotunda da Boavista que “margeia” a avenida com o mesmo nome. Não me chocou. Está implantada numa zona descampada, livre de relevos e edifícios, o que faz com que a silhueta se esbata na zona.
Espero lá voltar um dia…
quarta-feira, 14 de dezembro de 2005
BEAUTIFUL !
http://www.edu-negev.gov.il/tapuz/motytp/atar/scripta/games/boleroclip.htm
Com o bolero de Ravel......
Para acalentar a alma nestes dias frios de inverno...
PS: clique em F11 para aumentar a tela.
terça-feira, 6 de dezembro de 2005
Uma cabana...

Uma cabana onde se reúnem amigos ou não..., onde nos sentimos acolhidos pela sua decoração que lembra a de "cafés de outros tempos" mas, sobretudo, nos aquece a madeira e nos acolhe a sua iluminação suave. Ali nos rencontramos com o calor do próprio lugar. Ali gosto de ficar a rabiscar nas toalhas da mesa, nos guardanapos, a ler o jornal ou revista ou ainda, simplesmente, a olhar para dentro. Às vezes a conversar mas confesso que gosto muito de ficar em silêncio com o lugar. De poder abarcá-lo sem prender o olhar.........
http://linguasdegato.blogspot.com/
Um convite a visitar o nosso blog (de 4 profs de línguas da escola secundária de salvaterra de magos)
sexta-feira, 2 de dezembro de 2005
Cafés cultura
A cultura nos cafés nas grandes cidades europeias foi primordial para a expressão livre e espontânea de poetas, escritores, artistas plásticos, pensadores e agitadores políticos. Alguns movimentos e vanguardas artísticas encontraram no espaço público de um café, o palco ideal para a promoção e debate de ideias de cariz universal.
Em Portugal, esta tendência não foi excepção: o mais antigo é o café Martinho da Arcada, na Praça do Comércio, em Lisboa. Aberto desde 1782, pelas tertúlias de intelectuais e artistas, tem vivido, até aos dias de hoje, as convulsões políticas que assolaram a capital. Fernando Pessoa frequentava este café como sua segunda casa e escreveu parte da sua obra poética numa das suas mesas.
Também o café Nicola, no Rossio, tem tido um papel relevante no convívio daquilo que o poder considerava uma “fauna” artística e política, proporcionando a figuras carismáticas a divulgação de ideias revolucionárias. Barbosa du Bocage foi o seu mais fiel cliente, em plena época do Romantismo. Ainda hoje, este café, se encontra em actividade e procura manter uma ambiência setecentista na sua decoração.
Já no século XX, em 1905, surge em Lisboa a Brasileira do Chiado, que começou por ser uma loja de venda de cafés e outros produtos do Brasil. Três anos depois, deu lugar a um café luxuoso, onde a elite de Lisboa passeava a sua vaidade saboreando uma "bica" (nome dado pela clientela da Brasileira ao seu café). Os Modernistas e Futuristas relacionaram-se com este estabelecimento e foi nele que se arquitectou a famosa publicação "O Orfeu". Nomes como Pessoa, Almada Negreiros, Santa Rita Pintor e Mário Sá Carneiro deram fama e irreverência à Brasileira do Chiado, sendo, actualmente, local de peregrinação de turistas do mundo inteiro.
Na invicta cidade do Porto ergue-se um dos mais belos cafés do mundo – O Majestic, ao gosto arquitectónico da "Belle Époque". Amadeu de Souza Cardoso, Teixeira de Pascoaes e José Régio eram seus ilustres frequentadores, fomentando tertúlias políticas e ideológicas que muito viriam a enriquecer a vida cultural do Porto. Restaurado em 1994, o Majestic é, ainda hoje, palco privilegiado de eventos culturais.