terça-feira, 24 de abril de 2012

ATÉ SEMPRE MIGUEL PORTAS!

Ainda escutamos as palavras sábias de Miguel Portas nas paredes de cartoons da Cabana dos parodiantes, que em Maio nos visitou e trouxe uma grande lição da história do Mediterrâneo.
Fixámos a sua determinação na luta a favor da independência da Palestina e de todas as Palestinas deste mundo.
Amigo Miguel Portas, nós por cá vamos lutando como podemos e veremos sempre emti um exemplo de liberdade.
Até Sempre Miguel Portas!!
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sexta-feira, 13 de abril de 2012

O MUNDO PELAS PALAVRAS SÁBIAS DE NUNO LOBITO!,



A 59ª Conversas da Cabana revelou-se uma noite bem espiritual, graças á energia positiva que o fotógrafo budista Nuno Lobito, trouxe à Cabana dos Parodiantes. Numa das sua infinitas viagens pelo mundo (e já conheceu todos os países), Nuno conheceu sua divindade Dalai Lama, no Tibete. A sua perspectiva da vida e do mundo, mudou radicalmente, ao ponto de sentir dentro de si uma serenidade e harmonia nunca antes experimentada.
Nuno lobito descreveu-nos um mundo incrivelmente belo e diverso, demasiado belo para tanta injustiça:
- " Este planeta está entregue a meia dúzia de capitalistas que reteém toda a riqueza do planeta! Há pessoas a mais e os alimentos não chegam para todos...é urgente que se páre de procriar por todo o mundo durante dez anos, senão isto vai rebentar e só existe uma saída e essa solução é inevitável - a terceira guerra mundial ".
Palavras duras e directas estas, de um homem que conheceu de perto a miséria dos povos da Somália e da Etiópia, o desencanto e consternação das gentes do Iraque pós Sadam, a felicidade das tribos da Amazónia.
Ele viu em Israel o sinal mais evidente de onde vai começar este conflito, apoiados pelo Ocidente e pelo todo poderoso EUA, contra o mundo àrabe. mais concretemante o Irão, onde, segundo o fotógrafo mais viajado do mundo, a sua religião nem sequer é a muçulmana, mas sim a persa.
Nuno Lobito considera-se um homem feliz por fazer aquilo que mais gosta - fotografar - e ainda assim poder sustentar as suas viagens e a sua familia. Ao despedir-se de Salvaterra de Magos, contou a todos os presentes que depois de amanhã vai de mochila pronta para a Coreia do Norte, de máquina fotográfica, com as devidas autorizações, sabendo que irá ser fortemente vigiado pelas autoridades. A sua actividade não é declaradamente política, ou seja não é um fotojornalista ao serviço de qualquer agência de informação ou jornal. Ele apresenta-se como um fotógrafo de viagens e são as pessoas que lhe interessam.
- " Eles matarem não matam, mas não estou livre de me enfiarem num sítio qualquer e mais ninguém saber de mim ", confessou-nos. e " não se esqueçam de que somos aquilo que acreditamos. Não desistam dos vossos objectivos e dos vossos sonhos e construam o vosso percurso, etapa após etapa, até atingirem o vosso ideal. Não consigo conceber quem possa viver uma vida inteira, a trabalhar contrariado e triste num trabalho que não gosta nem se identifica...lutem pelos seus ideais e partilhem com os outros, unindo esforços, só assim conseguimos ultrapassar esta crise!
Foi com estas palavras que Nuno Lobito, o 18º cidadão mais viajado do mundo, terminou, mais uma noite mágica de tertúlia na Cabana dos Parodiantes.

terça-feira, 10 de abril de 2012

O MUNDO AOS OLHOS DO FOTÓGRAFO NUNO LOBITO NA CABANA!

Viagens e mais viagens de mochila às costas por esse mundo fora, é o que o 18º fotógrafo mais viajado do mundo vem apresentar na Cabana dos Parodiantes, nesta 5ª feira, pelas 22 horas.

Vão ser projectadas centenas de imagens de Nuno Lobito.
Tragam tambêm a vossa mochila e atrevam-se!



segunda-feira, 2 de abril de 2012

BARRETES PRONTOS A ENFIAR EM LISBOA!

Lisboa nunca vai ser a mesma, agora que existem 4 pontos de venda dos famosos Barretes em Lisboa.

Os alfacinhas, portugueses em geral e estrangeiros, já podem "enfiar o Barrete" na capital do império:

- no início da rua Madalena, a pastelaria " Madalena".
- na avenida Roma, a confeitaria, restaurante e doçaria regional "Nova Capri".
- na avenida Guerra Junqueiro, as cafetarias "Astro I, II".

Os saudosos Parodiantes de Lisboa foram os grandes divulgadores da Cabana dos Parodiantes e Barretes, por Portugal e nos países onde existem portugueses Toda a sua extraordinária carreira como profissionais da rádio, foi na cidade de Lisboa.



Atrevam-se e visitem a pastelaria Madalena, a Nova Capri e as cafetarias Astro, em Lisboa...não saiam sem enfiar os famosos Barretes!

segunda-feira, 26 de março de 2012

Quem se lembra da musica do genérico da famosa série de humor " Duarte e Companhia ", ou das músicas do fantástico " Fungagá da Bicharada " ?
Sabem que as criou?
Acertou! Foi o nosso ilustre convidado da próxima Tertúlia na Cabana, 5ª feira, 29 Março, pelas 22 horas - Carlos Alberto Moniz!

Cabana sem fronteiras com Carlos Alberto Moniz


Cabana sem fronteiras com um grande comunicador. O Carlos Alberto Moniz vai cantar e encantar na Cabana dos Parodiantes, 5ª feira, 29 Março, gente bonita, gente com alma dentro...venham simplesmente, não se paga!

sexta-feira, 23 de março de 2012

CABANA SEM FRONTEIRAS COM O CARLOS ALBERTO MONIZ!

Bem pessoal, na próxima 5ª feira temos tertúlia na Cabana e das boas com o grande Carlos Alberto Moniz...vai haver musiquinha, pois bem!!

domingo, 12 de fevereiro de 2012

BAPTISTA BASTOS, ONDE É QUE VOÇÊ ESTAVA NO 25 DE ABRIL?

Onde É Que Você Estava No 25 de Abril?

Quem, nascido antes dos oitenta, não se lembra desta frase, milhares de vezes repetida e tornada anedota recorrente no nosso dia a dia. Até o "saudoso" Herman de outros gloriosos tempos, a caricaturou, fazendo um boneco hilariante?

O autor dessa pergunta é o escritor, ensaista e jornalista Baptista Bastos, que dirigia um pequeno programa na RTP, de nome Conversas Secretas, e que servia para entrevistar escritores, músicos ou até políticos. Durante a “amena cavaqueira”, colocava sempre a mesma questão ao convidado do momento: “Onde é que você estava no 25 de Abril?
A verdade, é que Baptista Bastos não se encerra nesta frase, sendo um grande defensor das liberdades e um humanista, desde os tempos em que se juntou ao movimento neo-realista, em pleno Estado Novo salazarista.
Por coincidência, ou não, a última tertúlia na Cabana dos Parodiantes, foi dedicada ao Alves Redol, amigo desses tempos de Baptista Bastos.
Na próxima 5ª feira, 16 de Fevereiro, vamos celebrar alguém que está vivo e de boa saúde, Baptista Bastos, uma lenda do jornalismo, um romancista de excepção, só para nós, na Cabana...que privilégio!

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

BATISTA BASTOS NA CABANA DOS PARODIANTES

O jornalista e escritor Batista Bastos, vem partilhar connosco, o seu brilhante percurso de uma vida, na Cabana dos Parodiantes já em 16 Fevereiro.
A sua escrita e as suas ideias nunca tiveram tanta urgência como agora, portugueses!

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

ALVES REDOL NA CABANA DOS PARODIANTES

É já hoje a noite de homenagem a Alves Redol!
A Cabana dos Parodiantes vai exibir o filme documentário de Francisco " Memórias e Testemunhos (2011) ", contando com a presença de antónio Redol, filho do grande escritor. O director do Museu do Neo-Realismo, David Santos e o presidente da Associação Defesa Património Etnográfico Glória do Ribatejo, Roberto Caneira, tambêm vão estar para dar um contributo preciosos sobre a vida multifacetada de Alves Redol.
Espera-se uma grande noite de Conversas da Cabana,a partir das 21:30 horas.

com o apoio incondicional de :
- Escola Profissional de Salvaterra de Magos
- J.P.Comunicação e Imagem
- Delta Cafés
- design Krasimir Karadimov


domingo, 18 de dezembro de 2011

JOSÉ RAIMUNDO NORAS HOMENAGEIA JOSÉ RELVAS NA CABANA!

Nota de Imprensa 55ª Conversa na Cabana

Exposição de “Mail Art”

No passado dia 15 de Dezembro, decorreu em Salvaterra de Magos a 55.ª Conversa na Cabana, na Cabana do Parodiantes, em Salvaterra de Magos.

As bem conhecidas tertúlias dinamizadas por Fernando José e José Peixe estão cada vez mais atrair público e bons conversadores de Santarém. Após a 54.ª Conversa na Cabana, com Francisco Moita Flores sob o lema “As conversas são como as cerejas”, foi a vez de José Raimundo Noras dialogar sobre “A ação política e cultura de José Relvas na I República”.

No “período antes da ordem do dia” desta conversa Hélder Coelho, artista postal português (mail artist ou correspondence mail art) apresentou a exposição patente na Cabana dos Parodiantes até ao final de 2011. A prática de arte postal (ou mail art) consiste na troca de postais artísticos desenhados, pintados ou escritos entre os autores através de correio normal. Alguns autores constroem os próprios selos, outros inventam no postal uma linguagem própria. Só imaginação pode ser o limite na mail art, sendo que única regra será que quando se recebe um postal artísticos ou artesanal outro deve ser enviado em troca. Os artistas postais estão organizados em associações e esta exposição tem o apoio da IUOMA (International Union of Mail Art). Hélder Coelho sabe da existência de cerca de 20 mail artist em atividade no nosso país. Esta mostra conta com 121 obras de arte postal ou mail art, provenientes de 28 países, num evento que promete ter continuidade.

Depois desse momento inicial. Raimundo Noras, levando na sacola a sua mais recente fotobiografia, salientou a importância do papel de José Relvas na revolução do 5 Outubro de 1910 e a sua ligação ao sector vitivinícola. Evocando a memória política do homem que edificou a Casa dos Patudos
Museu de Alpiarça o palestrante referiu a importante ligação ao culto da arte, marcadamente na música, que caracterizou José Relvas. O autor da Fotobiografia de José Relvas fez questão de referir as recentes investigações de Cátia Fonseca que parecem querer revelar uma faceta desconhecida de José Relvas como fotógrafo, seguindo as pisadas artísticas do pai Carlos Relvas.

Depois de uma alocução inicial, o historiador escalabitano desviou a conversa para a hipótese do “republicanismo agrário”, no qual a ação política de Relvas assume outros contornos ainda pouco estudados. Aproveitando a casa bem composta, Raimundo Noras questionou os presentes acerca de informações biográficas de Anselmo da Costa Xavier e de Aníbal Sousa Dias, deputados à Assembleia Constituinte de 1911, naturais de Muge e de Salvaterra de Magos, respetivamente. Entre os conversadores Silvestre Pedroso partilhou informações acerca dos descentes destes republicanos do concelho de Salvaterra, disponibilizando-se amavelmente para ajudar o autor em investigações futuras. Antes de se acabar conversa, muito se disse sobre a crise atual da República comparando homens públicos que pagavam renda do palácio de Belém ou das casas onde serviam a nação, com a ética (ou a falta dela) política.

RMJ


sábado, 10 de dezembro de 2011

JOSÉ RELVAS - ACÇÃO POLÍTICA E CULTURAL NA REPÚBLICA NA CABANA DOS PARODIANTES

Adivinha-se uma noite memorável, aquela que vai acontecer na próxima 5ª feira, 15 Dezembro, pelas 22 horas, na Cabana dos Parodiantes.


O historiador José Raimundo Noras, vem revelar o percurso exemplar do ribatejano José Relvas, republicano dos sete costados. É da sua autoria a frase "Digam ao ouvido: viva a República! Se não responder é porque morri."

Passem a palavra a todos e compareçam à 55ª Conversas da Cabana! É de cultura que se trata, meus amigos!

Apoios especiais:

- JP Comunicação E Imagem

- Escola Profissional Município Salvaterra de Magos

- Highlevel- Engenharia e Design

- Delta Cafés

terça-feira, 29 de novembro de 2011

AS CONVERSAS SÃO COMO AS CEREJAS COM MOITA FLORES NA CABANA!


O Salão da Cabana dos Parodiantes estava a abarrotar de gente para ver e ouvir as palavras sábias do ex-inspector da Judiciária, escritor, guionista, autarca...afinal, disse Francisco Moita Flores, " não se diz a um cozinheiro que é um bom bifaneiro...! ". Segundo ele um escritor tem que dominar as regras da escrita e é um escritor que ele se considera ".


Este mediático senhor que nos visita pela ...vez terceira, nas Conversas da Cabana, tem este grande defeito de nos encantar com os seus pensamentos filosóficos acerca da vida e da morte:

- " Nós só temos noção do tempo quando somos confrontados pelos cadáveres " - disse, " O tempo é efémero perante um cadáver de uma criança, jovem ou velho...não há tempo a perder, a vida só faz sentido se a vivermos intensamente ".

- " Sou do Sporting ", confessou, " Mas não me passa pela cabeça estar de braços cruzados durante duas horas a ver um jogo de futebol...o tempo é demasiado precioso ". Essa disciplina, adquiriu-a na Policia Judiciária e essa austeridade em que vive permite-lhe realizar muitos projectos. Só assim se compreende como consegue estar nos programas televisivos, Cãmara de Santarém e escrever guiões para filmes, séries e romances.

Nesta noite de confissões na Cabana dos parodiantes, Francisco Moita Flores, respondeu a uma questão que já se esperava - o futuro de Portugal. Apesar do convidado da tertúlia ser um poeta, ele não veio para floreados e, sem mais nem menos, avisou que vão morrer muitos portugueses à fome se não mudarmos o nosso interior. ele defende que estamos á porta de uma nova era e que não nos encontramos pre...parados. As grandes revoluções da humanidade levaram séculos a desenvolverem-se e nós vamos ficar pior do que estávamos no século XIX, aquando do famoso ultimato inglês:


- " Nós fomos o único país da Europa que aceitou todas as actas do Concílio de Trento! ", disse Moita Flores, " Desde os tempos do Sebastião que vivemos cheios de culpa. A culpa foi-nos incutida pela Santa Inquisição. Achamos que o vizinho é que tem a culpa, mas a culpa é de todos nós! "





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quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Sérgio Trefaut na Cabana dos Parodiantes

Amigos da tertúlia, desmarquem da vossa agenda o que tinham combinado para a próxima 5ª feira, dia 17 Novembro, pois a Cabana vai exibir o premiado documentário de Sérgio tréfaut - " Outro País, memórias, sonhos e ilusões...Portugal 1974/75 ". O realizador brasileiro vai estar presente para nos contar todas as peripécias à volta do filme.



Sérgio Tréfaut nasceu no Brasil em 1965, filho de pai português e mãe francesa. Formou-se em filosofia na Sorbonne (Paris I), mas começou a vida profissional em Lisboa, nos anos 90, como jornalista e assistente de realização. Desde há 15 anos é produtor e realizador. Os seus documentários foram exibidos em mais de 30 países e receberam diversos prémios internacionais. Destacam-se Outro País (1999), Fleurette (2002), Lisboetas (2005 –três meses consecutivos em cartaz) e A Cidade dos Mortos (2009).


A sua primeira longa metragem de ficção, Viagem a Portugal (2011), com Maria de Medeiros e Isabel Ruth nos papeis principais, é simultaneamente um trabalho experimental, provocador, e um contributo político para alteração de práticas policiais em Portugal.

Até 2010 Sérgio Tréfaut dirigiu o Doclisboa - Festival Internacional de Cinema, foi presidente da Apordoc (Associação Portuguesa de Documentário) e também integrou a direcção da EDN – European Documentary Network.

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quinta-feira, 20 de outubro de 2011

AGUARELAS E ACRÍLICOS DE LUIS CAÇÃO NA CABANA

 
A Cabana dos Parodiantes tem nova exposição de artes plásticas até 15 de Novembro. O autor é cliente da Cabana e natural de Foros de Salvaterra, Já descobriram...é o grande Luis Cação. Ele vem mostrar trabalhos em aguarela e acrílico, exercícios que executou durante a sua licenciatura de Artes Plasticas e Multimedia.
Venham ver a arte do Luis...é da terra...é ribatejano!


Breve currículo de Luis Cação:

. 27 anos. Foros de salvaterra
. Licenciado em Artes Plasticas e Multimedia.
. Formador profissional na Instituição APPACDM Santarém, com Certeficado de CAP, durante o perio de seis anos.
.Actuamente, trabalha no departamento Marketing e Públicidade de uma empresa bastante conceituada.. Formação Profissional ,na area da defeciencia mental.
Desportista da modalidade Motocross.





segunda-feira, 17 de outubro de 2011

BARRETES EM OSLO?!!

Os Barretes na capital da Noruega ?


Vejam lá por onde andam estes famosos e deliciosos bolos?

Meses depois do terrível atentado que destruiu vários prédios, entre eles vários ministérios, nomeadamente o gabinete do primeiro ministro, os Barretes estão em Oslo, levados pelo Miguel Almeida, cliente da Cabana e residente nessa maravilhosa cidade. O monumento escolhido foi a escultura " Sinnataggen ", feita em bronze que mostra um pequeno garoto irritado. " Sinnataggen " é uma das mais populares do Parque Vigeland, em Oslo. Projetada pelo arquiteto Gustav Vigeland, integra o conjunto de 58 obras criadas sobre uma ponte de 100 metros de comprimento, que foi construída em 1914.

Será que a irritação da criança tem a ver com a proximidade dos Barretes? Se calhar não sobrou nenhum para a pobre Sinnataggen...!?




terça-feira, 4 de outubro de 2011

sábado, 10 de setembro de 2011

PAULO DE CARVALHO SENTIU-SE EM CASA NA CABANA!


Já começa a ser recorrente, os convidados das Conversas da Cabana sentirem-se em casa. Não é para menos, a energia positiva que se vive nestas noites proporciona essa familiaridade.

Não foi nada difícil ao Paulo de Carvalho sentir-se em casa e consequentemente proporcionar aos oitenta convivas presentes uma noite memorável.
O amigo Elias, que substiuiu o fundador destas tertúlias e habitual moderador, o jornalista José Peixe, apresentou o convidado sem esconder a sua emoção, ou não fosse ele seu fã incondicional. Uma vez apresentado, o Paulo de Carvalho não mais parou de falar sobre a sua vida preenchida, um percurso notável que dura há 63 anos:

- só vou parar quando cair para o lado, disso lhes garanto !, desabafou, sério, o cantor.

A sua experiência no famoso grupo Sheiks foi a razão porque desistiu duma carreira confortável numa companhia de seguros:

- a minha decisão de desistir de uma carreira confortável e bem renumerada numa companhia de seguros, foi porque realmente eu gostava de cantar e tocar bateria, além de que eu ganhava com o grupo o equivalente a um gestor, desses que ganham balurdios!

Mas foi o rotundo sucesso da canção escrita por José Niza e orquestrada por José Calvário, " E depois do Adeus ", vencedora do Festival RTP de 1974, que catapultou Paulo de Carvalho para estrelato. A canção foi a escolhida para servir de senha nos Emissores Associados de Lisboa, para as tropas avançarem na noite de 24 de Abril. Sendo essa canção muito popular na altura e não tendo conotação política, era ideal para não dar nas vistas por parte do poder:

- não sabia nem imaginava que essa canção iria ter a fama e a força que teve, nem o Niza nem o Calvário...mas o que aconteceu, foi que o Otelo deu ordem lá na rádio para escolherem uma canção de modo a avisar secretamente as tropas...e escolheram a minha...tive sorte! devo ao empurrão que eles me deram , o sucesso da minha carreira!

A sua ligação aos Parodiantes de Lisboa foi focada pelo orador. Quando ele ainda era uma esperança dos juniores do Benfica, foi convidado pelos irmãos Andrade para participar em jogos de futebol, com o equipamento dos Parodiantes. O Paulo frequentava o mítico café Vá-Vá e os humoristas tinham o seu estúdio no terraço desse prédio, na avenida Estados Unidos da América. Eram partidas muito bem humoradas e acabavam sempre com grandes jantaradas bem regadas. Aconteceu que o Paulo levava um pouco estes jogos a sério e de vez em quando irritava-se com a leviendade dos seus colegas jogadores parodiantes, cuja bola era quadrada. Contou ele, que a certa altura conduzia a bola bem segura, numa jogada de antologa em direcção á baliza e deparou com o Zé Andrade debaixo de um guarda sol, mais dois, na pequena área, assando sardinhas, com a maior das descontrações. Mas logo tudo passava...até que era divertido!

Perguntaram ao Paulo como lidava com a criatividade, ao que respondeu que considerava isso um acto de grande solidão. No entanto, confessou, só consegue trabalhar e criar sob pressão, dando~lhe prazos para entregar material novo:

- Tens uma cantiguita praí na gaveta? Qual quê, não tenho ! brincou com a situação de um sujeito que pensava que ele fazia música a metro.
Alguém lá ao fundo da Cabana propôs, se ele não cantava nada. Paulo de Carvalho ironizou:

- Mas porque é que um cantor ou um músico deve cantar ou tocar de cada vez que sai de casa? voçês tambêm pedem a um arquitecto ou engenheiro que façam um desenho? convidaram-me para eu vir falar da minha vida, não foi para cantar!

Na verdade, não passou muito tempo sem que ele cantasse, expontãneamente e com sentimento, uma canção alentejana do grupo Adiafa e que bem que cantou a capela e no fim um negar de palmas:

- não batam palmas...isto é uma conversa!


Outras canções se sucederam. A "Mãe Negra", " Os miudos de Huambo" e o
 inevitável " E depois do adeus", cantadas não, sussurradas, como se não quizesse acordar os vizinhos e que bem que cantou o Paulo de Carvalho, até à 1 hora da madrugada, mas só por que ele propôs, pois nós ficávamos a ouvi-lo até ao dia nascer.  

terça-feira, 6 de setembro de 2011

A VOZ NA CABANA DOS PARODIANTES! É UM ARTISTA PORTUGUÊS!

Ora vamos lá começar o circo das Tertúlias da Cabana, que já se faz tarde. O primeiro convidado vai ser "A VOZ ", o grande Paulo de Carvalho, músico compositor, cantautor, um artista cujos êxitos fazem parte do nosso imaginário, ao longo de quatro décadas. Dia 8 de Setembro 5 feira, pelas 22 horas, Paulo de Carvalho na Cabana dos Parodiantes...um sonho tornado realidade!


sexta-feira, 29 de julho de 2011

LEMBRAM-SE ONDE ESTÁ O RÁDIO ANTIGO ONDE OUVIAM OS PARODIANTES DE LISBOA?

PEDRO CRUXE RIBEIRO, uma amigo e cliente da Cabana dos Parodiantes há uns anitos, foi o primeiro a responder ao passatempo que a Cabana lançou:

lembre-se quando ouviam os Parodiantes de Lisboa, descubram onde está o rádio onde realmente os escutavam e façam-se fotografar junto dele. Escrevam um pequeno depoimento sobre esses momentos que não voltam mais. 


" Este era um dos rádios onde se ouvia os "Parodiantes de Lisboa" lá em casa, numa altura em era a rádio que substituia a televisão à hora de almoço e em vez das tristezas que povoam os noticiários na televisão, ouviamos a comédia e as piadas geniais dos Parodiantes :) "

Um abraço!

Pedro Cruxe Ribeiro