quinta-feira, 12 de janeiro de 2006

Respigação






Para pensar...
A foto corre na Net, mais com sentido de troça que outra coisa. Basta o título 'Havaianas em África'. Mas estes pés duros, maltratados, calçados em xanatos feitos de garrafas de água, contam muita coisa. Mais para além da miséria...Falam de uma coisa que no 'Primeiro Mundo', dominado pelo consumismo fácil, está esquecida: a reciclagem e re-utilização de materiais...
"A primeira vez que tive séria consciência do nosso desperdício foi há cerca de uma dezena de anos, na selva central de Guatemala. Estava na estação arqueológica de Tikal, num conjunto de trabalhos inseridos no Programa Mondo Maya, promovido pela a União Europeia para a investigação e a criação de infraestruturas naquela zona. Partilhava o meu bungalow com um arqueólogo local. A dada altura, usei qualquer coisa em conserva e preparava para deitar a lata no lixo, quando o homem me a pediu: .E aí, realizei a importância das coisas quando, para nós, 'civilizados', já não têm utilidade...Um passo seguinte e importante, foi sem dúvida o belo filme de Agnes Varda, 'Os respigadores e a respigadora'. Uma interessante entrevista foi publicada na indieWire (embora apenas disponível em Inglês). O filme, entre o documentário e o cinema, é uma proposta da respigação como estética de vida. Para pensar..."

Texto escrito por alguem que esteve em Guatemala.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2005

Vamos sambar nesta passagem de ano...

http://www.orapois.com/br/arquivos/06162005170419937g.swf

Amor e uma Cabana ( a dos Parodiantes)

O AMOR!...

Amor não é só o sexo
Entre o côncavo e o convexo
É também sentir no peito
Um coração a vibrar
Po outro, que diz amar.
Isso é que é Amor perfeito!

É sofrer com o sofrimento
De alguém que sinta o tormento
Que a vida, por vezes, é.
É dar de si quanto tem,
Quando preciso, a alguém
´Steja longe, 'steja ao pé!

É dar a vida por vida
Mesmo que haja a fé perdida
De esse alguém corresponder.
É sofrer de ansiedade,
É matar-se de saudade
Se esse alguém não vier

É querer viver mais e mais
Com querer e força reais
P'ra aumentar o seu valor
Para ajudar quem se ama
Sem 'star a pensar na cama
Isso sim, isso é AMOR!!!



segunda-feira, 19 de dezembro de 2005

Feliz Natal!








Feliz Natal a todos.
Tentem comentar os artigos deste blog e divulgá-lo aos vossos endereços. De contrário fica um blog tristinho sem partilha.
Já que é Natal!

quinta-feira, 15 de dezembro de 2005

Porto Doce Porto...

A minha estadia no Porto foi curta mas foi “refrescante”, não só por ter sido em Dezembro mas também por que se trata de outra Cidade.
O Porto quer se goste, ou não, é uma “naçon”, tudo é diferente desde os pontos de espera dos autocarros que além de terem o número do mesmo, têm, também, o destino do autocarro, o que, diga-se de passagem, para quem não conhece o Porto é uma grande ajuda. Mas também há as estações de comboios, das duas que vi, a de São Bento e a da Campanha, são lindas, denotando o estilo Romântico da arquitectura da época.
Pude passar, também, pela Casa da Música que, à noite, é impressionante, não só pela arquitetura como pela sua localização geográfica, à beira da (magnífica) Rotunda da Boavista que “margeia” a avenida com o mesmo nome. Não me chocou. Está implantada numa zona descampada, livre de relevos e edifícios, o que faz com que a silhueta se esbata na zona.
Espero lá voltar um dia…

quarta-feira, 14 de dezembro de 2005

BEAUTIFUL !

http://www.edu-negev.gov.il/tapuz/motytp/atar/scripta/games/boleroclip.htm



Com o bolero de Ravel......
Para acalentar a alma nestes dias frios de inverno...


PS: clique em F11 para aumentar a tela.

terça-feira, 6 de dezembro de 2005

Uma cabana...


Uma cabana onde se reúnem amigos ou não..., onde nos sentimos acolhidos pela sua decoração que lembra a de "cafés de outros tempos" mas, sobretudo, nos aquece a madeira e nos acolhe a sua iluminação suave. Ali nos rencontramos com o calor do próprio lugar. Ali gosto de ficar a rabiscar nas toalhas da mesa, nos guardanapos, a ler o jornal ou revista ou ainda, simplesmente, a olhar para dentro. Às vezes a conversar mas confesso que gosto muito de ficar em silêncio com o lugar. De poder abarcá-lo sem prender o olhar.........



http://linguasdegato.blogspot.com/

Um convite a visitar o nosso blog (de 4 profs de línguas da escola secundária de salvaterra de magos)

sexta-feira, 2 de dezembro de 2005

Cafés cultura


A cultura nos cafés nas grandes cidades europeias foi primordial para a expressão livre e espontânea de poetas, escritores, artistas plásticos, pensadores e agitadores políticos. Alguns movimentos e vanguardas artísticas encontraram no espaço público de um café, o palco ideal para a promoção e debate de ideias de cariz universal.
Em Portugal, esta tendência não foi excepção: o mais antigo é o café Martinho da Arcada, na Praça do Comércio, em Lisboa. Aberto desde 1782, pelas tertúlias de intelectuais e artistas, tem vivido, até aos dias de hoje, as convulsões políticas que assolaram a capital. Fernando Pessoa frequentava este café como sua segunda casa e escreveu parte da sua obra poética numa das suas mesas.

Também o café Nicola, no Rossio, tem tido um papel relevante no convívio daquilo que o poder considerava uma “fauna” artística e política, proporcionando a figuras carismáticas a divulgação de ideias revolucionárias. Barbosa du Bocage foi o seu mais fiel cliente, em plena época do Romantismo. Ainda hoje, este café, se encontra em actividade e procura manter uma ambiência setecentista na sua decoração.

Já no século XX, em 1905, surge em Lisboa a Brasileira do Chiado, que começou por ser uma loja de venda de cafés e outros produtos do Brasil. Três anos depois, deu lugar a um café luxuoso, onde a elite de Lisboa passeava a sua vaidade saboreando uma "bica" (nome dado pela clientela da Brasileira ao seu café). Os Modernistas e Futuristas relacionaram-se com este estabelecimento e foi nele que se arquitectou a famosa publicação "O Orfeu". Nomes como Pessoa, Almada Negreiros, Santa Rita Pintor e Mário Sá Carneiro deram fama e irreverência à Brasileira do Chiado, sendo, actualmente, local de peregrinação de turistas do mundo inteiro.
Na invicta cidade do Porto ergue-se um dos mais belos cafés do mundo – O Majestic, ao gosto arquitectónico da "Belle Époque". Amadeu de Souza Cardoso, Teixeira de Pascoaes e José Régio eram seus ilustres frequentadores, fomentando tertúlias políticas e ideológicas que muito viriam a enriquecer a vida cultural do Porto. Restaurado em 1994, o Majestic é, ainda hoje, palco privilegiado de eventos culturais.