PEDRO OLIVEIRA 11º D
" Um Olhar "
Carvão sobre Tela
50x60 cm
Cabana dos Parodiantes, um café repleto de luz, onde cada cliente que entra é uma lampadinha incandescente !!





A CIVILIZAÇÃO OCIDENTAL EUROPEIA É MARCADA PELO JUDEU JESUS DE NAZARÉ?
No passado dia 26 de Fevereiro de 2009 foi este o tema das Conversas na Cabana. A adesão foi extraordinária e a Cabana dos Parodiantes estava repleta.
Do currículo do convidado :
O nosso convidado, o presbítero Mário Pais de Oliveira, nasceu na freguesia de Lourosa (Santa Maria da Feira) em 8 Março 1937. É o último de três filhos, tendo a sua mãe sido jornaleira nos campos e o pai operário numa fábrica de serração de madeiras, anos mais tarde, emigrante em Moçambique.
Em Outubro de 1950: deu entrada no Seminário da Diocese do Porto. Tendo sido em 5/8/62 ordenado padre, na Sé Catedral do Porto.
Em Outubro 1962: começou a ser coadjutor na Paróquia de Santo António das Antas (Porto), mas, antes do primeiro ano terminar, já o respectivo pároco, incomodado com a sua maneira popular e evangelicamente desestabilizadora de exercer o ministério, estava a pedir ao Administrador Apostólico da Diocese a sua remoção.
Em Outubro 1963: iniciou-se como professor de Religião e Moral primeiro no Liceu Alexandre Herculano (Porto) e dois anos depois no Liceu D. Manuel II, Assumiu, ainda, por essa altura funções de assistente diocesano da JEC (Juventude Escolar Católica).
Em Agosto 1967: foi abruptamente interrompido nesta sua missão pastoral pelo Administrador Apostólico da Diocese, por suspeita de estar a dar cobertura a actividades consideradas subversivas dos estudantes (concretamente, por favorecer o movimento associativo, coisa proibida pelo regime político de então).
Foi nomeado capelão militar, sem qualquer consulta prévia, foi obrigado a frequentar, de imediato, durante cinco semanas, um curso intensivo de formação militar, na Academia. Em Novembro 1967 desembarcou na Guiné-Bissau, como alferes capelão mas logo em Março do ano seguinte já regressava à sua Diocese depois de ter sido expulso de capelão militar, por ter ousado pregar, nas Missas, o direito dos povos colonizados à autonomia e independência.
As nomeações e exonerações prosseguiram. Em Outubro de 1969 começou a paroquiar a freguesia de Macieira da Lixa (Felgueiras).
Em Julho 1970: foi preso pela PIDE/DGS, tendo saído de Caxias em Março do ano seguinte, depois de ter sido julgado e absolvido pelo Tribunal Plenário do Porto. Em Março 1973 voltou a ser preso pela PIDE/DGS, tendo saído em liberdade quase 1 ano depois, no termo do 2º julgamento no mesmo Tribunal. Esta nova detenção custou-lhe a paróquia de Macieira da Lixa.
No dia 25 de Abril 1974, em casa dos seus pais, concede a sua primeira entrevista ao Jornal de Notícias.
Em Janeiro 1975 passou a ser jornalista profissional na delegação do Porto, do saudoso vespertino "República".
Em Outubro 1975: ficou sem qualquer ofício pastoral na Igreja do Porto, em consequência de ter sido aceite pelo Bispo da diocese o pedido de demissão dos três párocos (Sé, S. Nicolau e Miragaia) que coordenavam a Equipa Pastoral da Zona Ribeirinha do Porto que o Padre Mário integrava desde Maio do ano anterior.
Actualmente, é director do Jornal FRATERNIZAR, desde a sua fundação, em Janeiro de 1988. Reside actualmente em Macieira da Lixa e subsiste da sua parca reforma de jornalista.
Da mensagem:
O presbítero Mário na sua exposição inicial e na resposta às muitas perguntas que surgiram durante o debate, procurou fazer a destrinça entre um Jesus, histórico, o de Nazaré, e um Jesus, manipulado por escribas e mensageiros, que ao longo dos séculos exacerbaram uma dimensão divina, não raras vezes em detrimento da sua humanidade.
Jesus de Nazaré – e não o de Belém – não faz milagres, afirmou o Padre Mário. Nasceu como todos os homens e mulheres, de uma mãe Maria, hebraica, e de um pai, provavelmente um soldado romano, a força ocupante do território, que a terá (presumivelmente) violado.
Jesus não saiu enquanto jovem de Nazaré, e o presbítero Mário insurge-se com o episódio bíblico que narra a fuga de Jesus e da sua família para o Egipto, avisados por um anjo, permitindo, no entanto, por omissão, que todas as demais crianças da sua idade fossem assassinadas pelo imperador romano. “É uma criação literária”, conclui.
Foi aparentemente a origem humilde de Jesus que o fez aproximar-se dos mais desfavorecidos e com eles compartilhar angústia, dor, sofrimento.
O Deus de Jesus é o SALVADOR. Não é originário de Deus o que causa vítimas humanas. Deus não carece de tantos sacrifícios de animais. “Isso é idolatria” e é dessa prática religiosa que Jesus de Nazaré discorda e contra ela prega.
Na sua caminhada ele afronta o poder instituído (político, económico e religioso), a chama que o alimenta e alumia é a sua espiritualidade e a convicção de que o Homem é capaz de tomar nas suas mãos o seu destino, “bastando” para tal que Acredite nas suas potencialidades e de que pode influir, pela partilha com o outro, a sua vivência colectiva.
Jesus apela ao que de melhor há no interior de cada homem e a que cada um valorize as suas capacidades e as ponha ao serviço do BEM comum.
As Igrejas são estruturas hierarquizadas, de controlo e regulação que não propiciam espaços de reflexão, nem facilitam o desenvolvimento do ser humano enquanto entidade autónoma, dotada de capacidades que importaria potenciar ao invés de os reduzir à necessidade de IDOLATRAR um Deus propalado pelos funcionários das Igrejas, que não O de Jesus de Nazaré.
Polémico, convicto e entusiasta o Padre Mário envolveu-nos durante mais de 3 horas.
Obrigado Padre Mário, foi um privilégio!
Hélder Manuel Esménio ( moderador da tertúlia )

Aguarda-se com espectativa mais uma tertulia na Cabana dos Parodiantes. A conversa foca-se na figura de Jesus Judeu, o de Nazaré, homem, nascido homem, e morrido homem.
Jesus Cristo como nunca se ouviu, vai ser a mensagem do padre Mário, da Macieira de Lixa, como é conhecido pelo povo, que o ama.
Haverá alguma marca, na actualidade, na civilização ocidental, desse excepcional ser humano, que morreu crucificado pelo Todo Poderoso Império Romano ? Respostas, se as houver, vão acontecer hoje, pelas 21:30 horas, na Cabana dos Parodiantes.

Nova tertúlia na Cabana dos parodiantes já nesta 5ª feira, 26 de Fevereiro. Vamos receber o Padre Mário de Oliveira, mais conhecido pelo Padre Mário, da Macieira da Lixa.O tema da conversa centrar-se-á á volta da figura de Jesus, Judeu, o de Nazaré. O orador convidado, que vem de comboio desde Felgueiras até Santarém, traz na sua bagagem um autêntico manifesto em defesa do " Jesus real, histórico, o carpinteiro, o filho de Maria, o Messias-Filho-do-Homem-Crucificado ", em detrimento do " Messias ou o Cristo Jesus como o Vencedor, na linha do rei David ".Com 33 livros editados, padre Mário é um profundo conhecedor dos evangelhos apócrifos e ambiciona que a civilização ocidental tenha acesso á verdade sobre os fundamentos dogmáticos da sua religião. a Católica, Apostólica e Romana. Nessa noite iremos servir um jantar cuja ementa é influenciada pela gastronomia judaica. É uma refeição especial para uma noite especial. Uma noite que precede o Carnaval e antecede a Páscoa. Uma noite repleta de simbolismo:
PRATO ESPECIAL DA NOITE ( além dos pratos que constam da ementa )
- Tajem de frango, acompanhado com arroz marroquino e Varenikes
- Pão de passas e sementes, Vinho de boa cêpa, Café e sobremesa
(10.00 euros por pessoa) Marque a sua mesa quanto antes tlf: 263504177

Há quem não saia de casa nas, sextas-feiras 13, por motivos de superstição.
Há quem não saia de casa por questões de falta de dinheiro.
Há quem não saia de casa porque tem medo da crise.
Mas, há quem saia de casa para ir á bruxa, sabe-se lá as razões. Que o diga os Parodiantes de Lisboa na revista Parada da Paródia .

Salazar: "Estes Parodiantes são tão engraçados"...
Ontem à noite, na SIC, assistiu-se ao segundo episódio da vida de Oliveira Salazar, um trabalho notável do realizador Jorge Queiroga. A dado momento, numa das cenas, Salazar abre um rádio, senta-se para ouvir e exclama: "Estes Parodiantes são tão engraçados...".É verdade, o presidente do Conselho, Oliveira Salazar, ouvia religiosamente, entre as 13 e as 14 horas, o programa 'Graça com Todos' dos Parodiantes de Lisboa. Na altura, o produtor do programa Ruy Andrade teve conhecimento do facto através do barbeiro de Salazar.