quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

JESUS, JUDEU, O DE NAZARÉ, NAS CONVERSAS DA CABANA



Aguarda-se com espectativa mais uma tertulia na Cabana dos Parodiantes. A conversa foca-se na figura de Jesus Judeu, o de Nazaré, homem, nascido homem, e morrido homem.


Jesus Cristo como nunca se ouviu, vai ser a mensagem do padre Mário, da Macieira de Lixa, como é conhecido pelo povo, que o ama.


Haverá alguma marca, na actualidade, na civilização ocidental, desse excepcional ser humano, que morreu crucificado pelo Todo Poderoso Império Romano ? Respostas, se as houver, vão acontecer hoje, pelas 21:30 horas, na Cabana dos Parodiantes.

sábado, 21 de fevereiro de 2009

PADRE MÁRIO DA MACIEIRA DA LIXA NA CABANA



Nova tertúlia na Cabana dos parodiantes já nesta 5ª feira, 26 de Fevereiro. Vamos receber o Padre Mário de Oliveira, mais conhecido pelo Padre Mário, da Macieira da Lixa.O tema da conversa centrar-se-á á volta da figura de Jesus, Judeu, o de Nazaré. O orador convidado, que vem de comboio desde Felgueiras até Santarém, traz na sua bagagem um autêntico manifesto em defesa do " Jesus real, histórico, o carpinteiro, o filho de Maria, o Messias-Filho-do-Homem-Crucificado ", em detrimento do " Messias ou o Cristo Jesus como o Vencedor, na linha do rei David ".Com 33 livros editados, padre Mário é um profundo conhecedor dos evangelhos apócrifos e ambiciona que a civilização ocidental tenha acesso á verdade sobre os fundamentos dogmáticos da sua religião. a Católica, Apostólica e Romana. Nessa noite iremos servir um jantar cuja ementa é influenciada pela gastronomia judaica. É uma refeição especial para uma noite especial. Uma noite que precede o Carnaval e antecede a Páscoa. Uma noite repleta de simbolismo:


PRATO ESPECIAL DA NOITE ( além dos pratos que constam da ementa )
- Tajem de frango, acompanhado com arroz marroquino e Varenikes


- Pão de passas e sementes, Vinho de boa cêpa, Café e sobremesa


(10.00 euros por pessoa) Marque a sua mesa quanto antes tlf: 263504177

UM MOTOQUEIRO QUE SE TORNOU AMIGO DA CABANA

Num belo dia de primavera antecipada, em Fevereiro, um amigo motoqueiro de Alcantara, em Lisboa, estacionou a sua moto em frente á Cabana dos Parodiantes e almoçou.
Fácilmente se tornou nosso amigo, como se pode notar no post que ele fez questão de colocar no seu blog A garagem das Carriças:

PEQUENO PASSEIO DE INVERNO
« Na Estrada de Santiago, ou Via Láctea, cá no meio, há uma Terra que tem uma terra chamada Portugal, à beira mar onde acaba o continente Europa, na sua parte Ibérica, e onde a diversidade dos ambientes, das paisagens, dos hábitos e das gentes, justificam percorrer trajectos que, ainda que curtos, têm essa riqueza da variedade e mudança de ambiente, em poucos quilómetros.
O Inverno tem sido duro. Chuvadas atrás de chuvadas ao longo do mês de Janeiro levaram a que depois do Desfile Motard em Lisboa no dia 5, referido em post anterior, não houve mais lugar para passeios nem a necessidade me obrigou a circular com a Carriça VII.
Como é fácil perceber a ansiedade já era muita, já só dizia para mim mesmo
- estrada, estrada, estrada, o que me apetece é estrada e nem sei bem aonde ir.
Mal o céu abriu e houve Sol radioso optei por voltar onde já andava para voltar há muito tempo. Nada de grandes distâncias e extravagâncias nos gastos mas com a expectativa de compensar a deslocação. O objectivo: a Cabana dos Parodiantes em Salvaterra de Magos, para comer boas enguias.
Fiz o trajecto costumeiro à saída para Norte, pela A1, por mais que deteste AEs é o que mais depressa me livra do ambiente urbano de grande cidade rodeada de subúrbios e ao passar a ponte sobre o Tejo de Vila Franca de Xira cantei a Cantiga da Carriça para celebrar a passagem à estrada, estrada propriamente dita, onde não há mais as barreiras dos prédios altos e dos muitos muros que tapam as vistas dos horizontes largos.
Ao longo das estradas do Ribatejo, por esta altura do Inverno, as terras mostram-se ora áridas, em pousio, ora verdes resplandecentes, conforme as culturas. Vêem-se por vezes pequenas manadas de cavalos, pareceram-me Lusitanos, e também gado bovino a pastar por ali, à vista da estrada que é bordada de árvores e na berma mostra o verde culminado de amarelo das florzinhas das azedas que me lembraram a sensação que sentia quando era miúdo e as mastigava – vinham as lágrimas aos olhos e depois picava na ponta do nariz, e aquele amargo era bom.
Passou Samora Correia e não tardou estava já em Salvaterra de Magos. À esquerda pela via principal e lá está a esplanada e o restaurante Cabana dos Parodiantes, dos Parodiantes de Lisboa.
Cometi um erro, havia consultado dias antes a página na net da Cabana
onde informam da folga na tarde de 4ª f., mas não sei porquê, confundi com folga à 3ªf.,e como fui na 4ª f., ainda assim, tive a sorte de me servirem o almoço, mas o projecto que levava de ficar para fotografar o ambiente depois dos comensais saírem, fica para a próxima.
Depois fiquei desiludido do projecto das enguias, fritas ou de ensopado, uma delícia, era mas, agora as exigências em moldes europeus de inspecções e mais inspecções, juntamente com a falta de gente para a apanha, fazem com que a oferta fique confinada ao fim de semana. Pelo que percebi da conversa com que simpaticamente me atendeu o dono ou gerente (suponho), que reconheci de visitas anteriores, este é mais um dos locais onde as nossas tradições e hábitos são trucidados pelos moldes europeus onde está generalizada a comida industrial e os hábitos de higiene pessoal são inferiores aos nossos. Este restaurante antigo e com história já passou pela obrigação de tirar os bidés das casas de banho – o que é muito estranho pois é muito útil na higiene íntima (tanto feminina como masculina) mas não se usa no estrangeiro…
E sabem que mais, companheiros motards e contemplativos desta Garagem das Carriças? A ida a Salvaterra, mesmo sem irós, compensou largamente, também pela comida. Segui a sugestão do “chefe” e comi um Bife à Patilhas e Ventoinha (com tudo, isto é, além da farta fatia de carne frita num molho delicioso, salada, batatas fritas, fatias de queijo e de fiambre, e o indispensável ovo a cavalo, uma delícia). E um “barrete” (uma variante exclusiva de queijada) com o cafézinho.
Insatisfeito de estrada e não gostando por norma de percorrer os mesmos trajectos, apontei para um pouco mais longe: Coruche. Pelo caminho ainda tinha em vista uma paragem na Barragem de Magos.

Neste magnífico espaço a cerca de 10 kms. de Salvaterra de Magos, indo para Coruche, já havia imaginado que poderiam acontecer encontros espontâneos ou mesmo concentrações com reduzidos recursos, tais como alguma coisa que se coma e se beba, mais uma música que podia acontecer ao vivo ou mesmo vinda de uns “tijolos” ou de umas Hi-Fi instaladas em Gold Wing. Mas não. Já lá estive num Verão em que havia restaurante e aluguer de gaivotas e de cavalos, mas das últimas vezes que lá estive só encontrei instalações e equipamentos abandonados e quase ninguém por ali – o máximo sossego. E por ali fiquei fazendo parte da digestão, fumando uns cigarritos enquanto ouvia o canto dos pássaros e o grasnar dos patos, estendia a vista por cima de águas até ao outro lado do lago formado, e respirava um ar que não há aqui, na cidade.

Anoitece cedo, e com a noite o que fica para ver é a estrada, o que é delicioso para quem viaja com o objectivo de fazer quilómetros rapidamente com menos trânsito nem distracções, o oposto do meu objectivo. Daí que passei por Coruche sem parar, e pelas suas várias pontes e pontezinhas em direcção a Sul, numa delas pareceu-me haver uma intervenção do artista plástico Christo pois estava toda forrada, mas não é certo, talvez dum plagiador, e mais um troço de estrada aberta para andar à vontade entre pinheiros, chaparros, eucaliptos, alternando ao longo da estrada.
Com o Sol em queda à minha frente a atenção teve de redobrar, mesmo com óculos de lentes escuras a visão fica limitada. Pelo canto do olho, ao entrever o espelho retrovisor esquerdo vislumbrava um motociclista que persistentemente me seguia, uma figura cinzenta que se afirmava sobre o alcatrão sem qualquer esboço de intenção de me ultrapassar e mais parecendo querer simplesmente acompanhar-me. Foram longos quilómetros assim, eu a vê-lo, pelo canto do olho, sobre o lado esquerdo e nada acontecia. Até que as voltas da estrada o começaram a revelar ora sobre o lado direito ora sobre o lado esquerdo, mas nunca me querendo ultrapassar, só acompanhar. Assim vim com a minha sombra até aos acessos à ponte Vasco da Gama sobre o Tejo.
E avizinhava-se o retorno à cidade, ao seu bulício, confusão, engarrafamentos. Com a Ponte Vasco da Gama tenho uma mala pata que nem sei explicar nem sou supersticioso. Perco-me. Já há uns anos fui levar os meus pais no seu carro à Costa de Caparica pois o meu paizinho que Deus tem, um exímio motorista que tanto me ensinou das máquinas, já não estava capaz de conduzir. Aconteceu nesse Domingo haver uma maratona que impedia o trânsito na Ponte Sobre o Tejo, caminho mais próximo para a Costa de Caparica. Decidi então ir pela Ponte Vasco da Gama, que ainda não tínhamos passado, e logo havíamos de ir dar à Caparica. Ora acontece que à saída para a margem Sul não havia (nem há) qualquer indicação nesse sentido, por forma que me meti a extravagar à procura. Saí da auto-estrada logo que pude para estradas secundárias e lá andámos pela beira-rio à procura de caminho para a Costa de Caparica. Num ponto desolado, sem gente à vista nem qualquer informação, optámos por satisfazer necessidades prementes – foi um xi-xi de família. E depois de muitas voltas, já passada a hora da maratona, a opção foi regressar de novo pela Vasco da Gama, ou teríamos de ir a Setúbal para voltar atrás, pareceu-me. Só que à saída da ponte perdi a orientação, e lá fui andando até a reencontrar, o que só aconteceu na saída para Sto. António dos Cavaleiros… Enfim, passar por Sto. António dos Cavaleiros, depois de Alcochete, para ir para a Costa, é passeio.
Desta vez a desorientação não me levou tão longe, realmente não dei com a saída para a beira Tejo Norte, conforme pretendia, e lá me fui meter no engarrafamento da 2ª Circular a estragar-me a quietude interior que comigo trazia.
Se compensou? Largamente!
A Carriça VII? Excelente no seu desempenho. Com muito baixo consumo e muito confortavelmente passeia-me – um pequeno ferro que tanto gozo me dá.

A Garagem das Carriças sugere: passeiem pelo Ribatejo, aproveitem Março, mês das enguias, para visitarem o belo espaço da Cabana dos Parodiantes, e depois digam se não é bom. Afinal, neste pequeno passeio de Inverno, neste espaço da Estrada de Santiago, em menos de 200 kms. andámos por 3 distritos – Lisboa, Santarém, Setúbal. »

Saudações
António Carlos Borges

sábado, 14 de fevereiro de 2009

PARADA DA PARÓDIA XI - HÁ QUEM NÃO SAIA DE CASA NA SEXTA-FEIRA 13 !



Há quem não saia de casa nas, sextas-feiras 13, por motivos de superstição.


Há quem não saia de casa por questões de falta de dinheiro.


Há quem não saia de casa porque tem medo da crise.


Mas, há quem saia de casa para ir á bruxa, sabe-se lá as razões. Que o diga os Parodiantes de Lisboa na revista Parada da Paródia .

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

ESTES PARODIANTES SÃO TÃO ENGRAÇADOS !!!



Salazar: "Estes Parodiantes são tão engraçados"...
Ontem à noite, na SIC, assistiu-se ao segundo episódio da vida de Oliveira Salazar, um trabalho notável do realizador Jorge Queiroga. A dado momento, numa das cenas, Salazar abre um rádio, senta-se para ouvir e exclama: "Estes Parodiantes são tão engraçados...".É verdade, o presidente do Conselho, Oliveira Salazar, ouvia religiosamente, entre as 13 e as 14 horas, o programa 'Graça com Todos' dos Parodiantes de Lisboa. Na altura, o produtor do programa Ruy Andrade teve conhecimento do facto através do barbeiro de Salazar.


in, http://pauparatodaaobra.blogspot.com/

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

ABSTRACT LIGHTS - 1ª EXPOSIÇÃO DE FOTOGRAFIA DO JOVEM JOÃO PEREIRA GOMES



É com regozijo que recebo na Cabana dos Parodiantes a 1ª exposição do jovem fotógrafo autodidacta João Pereira Gomes, de título " Abstract Lights ". Ele próprio, cliente da Cabana, onde costuma se encontrar com os seus amigos, confidenciava-me antes da montagem que, sempre foi um sonho mostrar as suas imagens num espaço realmente fantástico e único como a Cabana ( palavras da sua autoria ).


As fotografias estão penduradas numa corda de fibras naturais, como se estivessem secando depois de reveladas e mergulhadas nos líquidos químicos. Estão dispostas ao longo de todo o salão, por cima dos sofás. Relatam viagens por Portugal e Espanha e registam momentos únicos de olhar as especificidades do mundo que, João Pereira Gomes concorda serem únicas e transmissíveis, ou não estivessem á mercê de quem entra na Cabana dos Parodiantes. Na montra da rua, pode-se ver uma recriação de um laboratório de fotografia, com o ampliador e a sua mesa reguada, asim como as tinas dos líquidos e as pinças.


Visitar a Cabana para contemplar as fotos de João Pereira Gomes é uma experiência positiva, pois assistimos ao nascimento de um talento que, decerto irá se multiplicar por milhares de imagens, imagens dum mundo sempre em aberto.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

RESISTIR, SONHAR E ACREDITAR NA LIBERDADE



Pedro Barroso na 32.ª “Conversas da Cabana”


No dia 22 de Janeiro, teve lugar na Cabana dos Parodiantes, em Salvaterra de Magos, mais uma sessão de “Conversas da Cabana”. Desta vez o canta-autor Pedro Barroso, foi o convidado. Estava frio e havia muita humidade, mas à medida que o tempo foi passando, as pessoas foram enchendo a Cabana.Um pouco antes das 22 horas deu-se início à conversa e o Pedro Barroso estava determinado a falar sobre tudo. O nosso convidado estava desprendido e contente. Ficou maravilhado quando desligámos a televisão. “Nos tempos actuais onde a maioria das pessoas se encontram dependentes do telelixo e dos programas pimba é muito bom saber que estão dispostos a encetar um diálogo entre amigos”, afirmou Pedro Barroso.


A plateia ultrapassava as 100 pessoas e o espaço não conseguia dar guarida a alguns alunos da Escola Profissional de Salvaterra de Magos (EPSM). Desta vez alguns antifascistas conhecidos na vila também marcaram presença para ver o cantor resistente e destemido. Uma grande noite na Cabana. Uma tertúlia de se lhe tirar o chapéu.Pedro Barroso falou de música, teatro, política e firmou sem medos nem receios que “hoje mais do que nunca é preciso resistir e sonhar”. “Vivemos uma época de descrença, mas é bom acreditar que o Mundo vai mudar. Temos que ter esperança. Portugal podia estar melhor, mas infelizmente os políticos que nos (des)governam têm uns tiques que nos fazem recordar tempos da outra senhora”, afirmou o canta-autor.Nos tempos que correm e onde as pessoas têm medo de falar umas com as outras, ainda é bom saber que existem lugares onde se podem fazer tertúlias como esta. “A Cabana sempre foi um lugar onde se respirava liberdade. Os Parodiantes sempre souberam dar alfinetadas no antigo regime. Estou muito contente por estar aqui convosco!”, afirmou Pedro Barroso.


Paralelamente à tertúlia, o fotógrafo João Pedro Gomes deixava na atmosfera da Cabana alguns olhares a preto e branco, despertando os apetites daqueles que ainda não desistiram da Era Analógica.Mais uma vez a Cabana dos Parodiantes se transformou numa galeria de arte e num espaço cultural que importa ser preservado. Alguns convivas que estiveram ali pela primeira vez, gostaram e prometeram voltar.O próprio Pedro Barroso incentivava a isso. “Continuem a falar na Cabana. Não deixem morrer estas tertúlias. Como é bom estar umas horas à conversa e ter a televisão desligada”.Mais uma vez a Escola Profissional de Salvaterra de Magos (EPSM) apoiou com o som. Paralelamente a isso, uma turma de Comunicação ajudou a promover e divulgar a tertúlia. Uma oportunidade para pôr em prática os ensinamentos teóricos.As “Conversas da Cabana” já vão no seu quarto ano consecutivo. Em Fevereiro ocorrerá mais um encontro com alguém sobejamente conhecido ou não. O importante é ter histórias para contar. E não ter medo nem vergonha de falar nem partilhar.



José Peixe ( o moderador da tertúlia -

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

PEDRO BARROSO E JOÃO PEREIRA GOMES NA MESMA NOITE NA CABANA DOS PARODIANTES






Na mesma noite em que Cabana recebe Pedro Barroso,
inauguramos uma exposição de fotografia do jovem João Pereira Gomes. O Fotógrafo autodidacta, residente em Salvaterra de Mgos, e cliente da Cabana dos Parodiantes, realiza aquela que é a sua primeira exposição.


Quase duas dezenas de imagens captadas em vários locais do país, revelando um olhar atento á realidade, que se metamorfoseia e se revela na objectiva de João Gomes.


Mais uma razão para ir á Cabana nesta 5ª feira á noite.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

RESISTIR NA CABANA COM PEDRO BARROSO



Desde o ano passado que não tinhamos as nossas Conversas da Cabana, um momento de cultura e de amizade que a Cabana dos Parodiantes faz questão de ter todos os meses, pelo menos enquanto houver resistentes que não se deixem vencer pelos sofás das suas salas.


Vamos poder ter a presença de Pedro Barroso, um cantautor que continua a resistir contra o marasmo em que vivemos. A sua mensagem é o grito dos utópicos que continuam a acreditar no lado mais nobre do ser humano.


Eu acredito e penso que voçês também.


Então venha partilhar connosco na próxima 5ª feira, 22 de Janeiro 2009, em mais uma tertúlia na Cabana dos Parodiantes.

domingo, 28 de dezembro de 2008

CABANA ESTÁ DE PARABÊNS - 35 ANOS



A Cabana dos Parodiantes está de parabêns !!


Foi no ano de 1973 que a Cabana abriu as sua novas portas. dezenas de convidados conhecidos do mundo do teatro, rádio e do desporto, assim como clientes do antigo estabelecimento " Sol da Lezíria ", foram os previligiados a conhecerem o belo café dos anos setenta, que ainda hoje permanece intacto. Figuras como o Camilo de Oliveira, Óscar Acúrcio, Ivone Silva, Raul Solnado, António Livramento, J.Pimenta a equipa dos Parodiantes e o padre Diogo, entre muitos, que emitiu um belo discurso e benzeu a Cabana.


Longa vida á cabana dos Parodiantes e até daqui a 35 anos

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

PARADA DA PARÓDIA X - NESTA QUADRA FESTIVA, DEÊM UMA MÃO AO VOSSO AMIGO !!!!



AMIGOS DA CABANA


AMIGOS DA TERRA


AMIGOS DA HUMANIDADE


AMIGOS DO AMIGO


ESPERO QUE ESTA QUADRA NATALÍCIA SIRVA DE INSPIRAÇÃO PARA QUE TODOS NÓS, PARA VARIAR, SEJAMOS AMIGOS DESTA IDEIA REAL QUE SE CHAMA HUMANIDADE JÁ A PARTIR DO 1º DE JANEIRO DO ANO QUE VAI NASCER.



SÓ DANDO PODEMOS RECEBER.



SEJAM FELIZES !!!!


VOTOS DA CABANA DOS PARODIANTES

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

PARADA DA PARÓDIA IX - A RECESSÃO JÁ CHEGOU AO NOSSO PEQUENO JARDIM Á BEIRA MAR PLANTADO - O NOSSO PORTUGAL !!!


A recessão já chegou a Portugal e está para ficar, como o Toyota, lembram-se?
No tempo em que os Parodiantes de Lisboa editavam esta revista " Parada da Paródia ", já lá vão 26 anos, já havia recessão, aliás, sempre houve recessão. Gerações e gerações de portugueses, nasceram. cresceram, viveram e morreram com recessão. É uma questão de hábito. Nós até já estamos habituados, não é sr dr engenheiro Sócrates...será que o excelêntíssimo primeiro ministro paga renda de casa ?

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

COISA BOA, O BOLO REI DA CABANA NESTE FIM-DE-SEMANA


Coisa boa, neste fim-de -semana em Salvaterra de Magos, o famoso e tradicional bolo rei da Cabana dos Parodiantes. A receita é antiga e, diz o colaborador mais velho da casa, é tal e qual o bolo rei fabricado pelo fundador da pastelaria, Fernando Filipe Andrade, pai dos Parodiantes de Lisboa e avô dos actuais proprietários.

terça-feira, 25 de novembro de 2008

O CABANITO ESTEVE COM O FUTURO PRESIDENTE DOS EUA




Ainda na ressaca das eleições mais mediáticas do planeta, aquelas que sendo só exclusivas para americanos naturalizados, param os eleitores do mundo inteiro, o Cabanito, puto atento e curioso, preocupado com o estado do mundo, participou com entusiasmo na vitória do Barack Obama. Ora vejam só, o desenho é mesmo do Cabanito.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

CARICAMANIA NA CABANA DOS PARODIANTES



Nelson Santos , com a sua arte de bem desenhar o lado cómico que reside em todos nós, contribuiu assim para mais uma noite bem divertida na Cabana dos Parodiantes.


Foi na passada sexta-feira, 14 de Novembro de 2008.


visite : http://karikamania.no.sapo.pt/


http://caricaturas.blogspot.com/

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

NOITE DE CARICATURA COM NELSON SANTOS


Grande noite de demonstração de caricatura na Cabana, com o famoso desenhador Nelson santos.
Ninguêm escapou á sua caneta digital, pondo a nú expressões, sinais, características genéticas, tiques e manias. Toda a minha gente aceitou o seu cruel retrato com desportivismo e um certo riso amarelo. Nelson demonstrou que é um artista na arte da caricatura, impressionando todos aqueles que foram á Cabana na sexta-feira à noite de 14 de Novembro.
Ainda podem ver a exposição dos melhores trabalhos de Nelson Santos, na biblioteca de Salvaterra de Magos, até 30 de Novembro. Podem crer, é um espanto!!

NOITE DE CARICATURA COM NELSON SANTOS




NOITE DA CARICATURA AO VIVO COM NELSON SANTOS




quinta-feira, 13 de novembro de 2008

DEMONSTRAÇÃO DE CARICATURA AO VIVO NA CABANA COM O FAMOSO NELSON SANTOS


Conheçam o lado divertido da Cabana e venham amanhã, sexta-feira ás 22 horas ver com os vossos olhos e em directo, como se faz caricatura digital, pura e dura.Nelson Santos, famoso desenhador da nossa praça, vai nos mostrar como se captura as feições de um ser humano em menos de um fósforo e ainda por cima o transforma na coisa mais divertida deste mundo.Haverá um telão gigante onde se poderá ver o desenho caricaturado na sua evolução.Porque não trazer os seus filhos, os seus amigos ou os seus inimigos...quem sabe o Nelson Santos não os caricatura eh! eh! eh!. Vai haver um sorteio de caricaturas de borla para quem concorrer a um desenho - só para adultos! Venham c'um caneco ?!

PAULO GONZO DEU-NOS QUASE TUDO! NOITE MÁGICA NA CABANA DOS PARODIANTES 10/10/08





Paulo Gonzo não sabia ao certo para o que vinha; ele de facto foi convidado pela artista plástica Paula Cruz, afim de ser homenageado com três grandes telas a preto e branco, com o seu rosto retratado nas três fases de sua vida. O que ele não sabia é que, á sua espera, estavam cerca de sessenta pessoas conhecedoras da sua obra.
Na mesma mesa que o Paulo e a Paula, na tarefa de os apresentar, estava o regressado José Peixe, acabadinho de regressar da América Latina, onde trabalhou como correspondente da Lusa durante dois anos.
Houve espaço para a sentida homenagem da pintora, que deixou escapar a confissão de que desde a sua adolescência a música de Gonzo tem sido o farol que tem iluminado a sua vida.

Daí se compreende o que levou Paula Cruz a arriscar para a disciplina de Pintura 4º ano da Faculdade de Belas Artes, a provocação de executar uma série de telas com o rosto de Paulo Gonzo.
Gonzo, emocionado, agradeceu a homenagem e rejubilou quando a artista lhe ofereceu um quadro á sua escolha, ao que este escolheu o correspondente á fase da sua juventude.

Soubemos pela voz do Paulo Gonzo, que nem sempre o seu percurso de compositor, músico e cantor, foi um mar de rosas. Desde que começou, nos longínquos finais de setenta, como cantor dos Go Grall Blues Band, o caminho foi sempre o remar contra a maré. Quando todas as bandas se entretinham a imitar os seus ídolos anglo-saxónicos, com maior ou menor mestria, Gonzo e seus cúmplices, teimavam em desenvolver um som fora de moda, baseado na tradição dos escravos negros do Delta de Missisipi, nos Estados Unidos da América - o blues.

Paulo chegou mesmo a viver uns tempos no novo mundo, ensaiando, tocando e cantando com nomes e bandas norte americanas bluesly. Aí, terá ganho experiência e rodagem suficiente, para regressar com força a Portugal para iniciar a sua carreira a solo. Foi com " As Pedras da Calçada ", em 1984, que Alberto Ferreira Paulo ( seu verdadeiro nome ) teve o seu primeiro grande êxito - Jardins Proibídos -. A partir daí, nunca mais parou de fazer belas canções.
" De cada vez que sai um álbum, o risco é todo meu, pois sou eu que escrevo e componho. Tenho que ter uma grande lucidez para não falhar, pois tenho vinte pessoas que dependem directamente de mim para sobreviverem. " confessou Paulo Gonzo.
Alguém na assistência perguntou, se ele quando grava um álbum têm a noção exacta que determinada canção vai ser um êxito, ao que ele respondeu que até agora a sorte não o tem faltado, mas, só com muito trabalho e dedicação se consegue vencer, disse ainda.

O cantor desmistificou a ideia que o estilo blues só transmite ideias tristes. " eu posso ouvir um blues e apetecer-me dar uma queca logo de seguida " disse sorrindo, " ou posso sair á rua e abraçar toda a gente..." continuou. Segundo ele, a sua música é para todos os estados de espírito, todas as idades e todas as raças...é universal.

O climax da noite chegou, quando o gerente da Cabana apareceu como por magia, com uma viola, por sinal desafinada e perguntou alto e bom som: " Alguém se esqueceu desta viola...por acaso sabem de quem é...? ". O pessoal percebeu e ouviram-se gargalhadas. O Paulo não se riu mas entendeu o que lhe esperava. Enquanto este afinava o instrumento, alguém gritou - deste-me quase tudo! - ao que o moderador perguntou : " Paulo, vais dar quase tudo a esta gente ?, resposta imediata do cantor : " Essa não, que o meu manager não me deixa, mas, vou-lhes dar uns blues dos bons...! . De facto tocou, cantou e encantou com a sua voz de cama, ( comentário de um cliente ), dois apetitosos blues, puros e duros, pondo sessenta almas ao rubro.

O resto já faz parte da história. Quem presenciou tambêm ficou com a sensação que fez história. Foi uma noite memorável, plena de magia, talvez a melhor das 31 conversas da Cabana já realizadas, a seguir á noite com o Ruy de Carvalho, claro, que essa foi sublime.

Após muitas fotos, autógrafos e agradecimentos, Paulo Gonzo entrou no automóvel negro que o trouxe a Salvaterra de Magos. Ao volante, o amigo de longa data, que o acompanha para todo o lado, segredou-me ao ouvido que, nunca tinha presenciado o Paulo Gonzo a tocar em público, sem ser para espectáculos. Coisa inédita, então, e logo na Cabana.



pode ver e ouvir Paulo Gonzo na Cabana clicando neste link do YOUTUBE, em baixo


http://br.youtube.com/watch?v=fmOGilqTHw4